terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

COMANDO GERAL DA PM: INCOSTITUCIONALIDADE INSANÁVEL E CRIME DE RESPONSABILIDADE.

Em maio de 2009, quando o delegado federal Kércio Silva Pinto foi substituído pelo delegado de polícia civil João Eloy de Menezes no comando da SSP/SE, havia um prelúdio de crise na segurança pública: protestos, passeatas, palavras de ordem, troca de acusações, ameaças de aquartelamento, etc. Tudo por conta da política salarial do governo, que, na ótica dos militares, beneficiou uma polícia em detrimento da outra.

Àquela altura, tornara-se difícil, senão impossível, impor a ordem e a disciplina na caserna, não por culpa ou omissão do então comandante da corporação, mas pela própria conjuntura, que impedia o diálogo, atravancava as negociações, exaltava os ânimos. Governo e Associações Militares pareciam mais inimigos entrincheirados do que, propriamente, parceiros na busca da construção de um modelo de segurança pública eficiente e racional.

Em meio àquele clima, Marcelo Déda cogitou nomear um oficial do Exército Brasileiro para o comando da Polícia Militar, esperando, com isso, debelar a crise que já fincava estacas à porta do Palácio dos Despachos. Mais uma vez especulou-se o nome do coronel Pedro Paulo, que já ocupara o mesmo cargo no governo Albano Franco e saíra-se razoavelmente bem.

A gravidade do momento, todavia, não comportava a adoção daquela medida. Ao contrário, a vinda de um oficial do Exército, naquelas circunstâncias, acirraria ainda mais os ânimos da tropa, que interpretaria o ato como uma forma de coação e completa falta de confiança do governador na oficialidade da corporação.

Antevendo as dificuldades, o experiente secretário João Eloy interveio a tempo, convencendo o governador Marcelo Déda a lançar mão de uma solução caseira. Daí, a escolha do coronel José Carlos Pedroso para o comando da corporação, fato que surpreendeu analistas de dentro e de fora do governo. Isso porque Pedroso, como cediço, é integrante do Quadro Complementar de Oficiais da Polícia Militar – QCOPM, formado pelos chamados R-2, designação conferida aos Oficiais da Reserva do Exército Brasileiro.

Onde, então, residiria o problema na nomeação de Pedroso, já que se trata de um oficial da própria corporação? Lá na origem, mais precisamente em fevereiro de 1989, quando se deu o ingresso dos primeiros oficiais R-2 nos quadros da Polícia Militar do Estado de Sergipe. Explica-se: os oficiais QCOPM (oficiais R-2), inobstante suas inegáveis qualidades pessoais e profissionais, ingressaram na PMSE a partir daquele ano sem passar pelo crivo do concurso público.

Trata-se de grave e irreparável ofensa à Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, cujo artigo 37, inciso II, é categórico ao estabelecer que “a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração.”

A questão, por consistir em ofensa material à Lei Fundamental, não tem como ser sanada – e aqui está lançado o desafio a qualquer jurista para que prove, à luz do direito constitucional, que a situação dos oficiais R-2 tem respaldo em nossa ordem jurídica. De maneira que, ou bem se respeita a Carta Política, afastando-se imediatamente o comandante-geral e revendo-se, em seguida, a situação de todos os oficiais QCOPM, ou bem se insiste na flagrante inconstitucionalidade em curso, a sujeitar tanto o estado quanto os administradores às demandas judiciais necessárias à correção da anormalidade.

Somente para dissipar eventual dúvida, o artigo 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias dispõe que “Os servidores públicos civis da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, da administração direta, autárquica e das fundações públicas, em exercício na data da promulgação da Constituição, há pelo menos cinco anos continuados, e que não tenham sido admitidos na forma regulada no art. 37, da Constituição, são considerados estáveis no serviço público.” De observar-se, portanto, que os oficiais QCPOM, tanto por serem servidores militares quanto por terem ingressado depois de 1988, não estão amparados por essa norma excepcional do ADCT.

Da mesma maneira, não se pode argüir que, por ter sido praticado há mais de vinte anos, o ato inconstitucional foi convalidado, pois que, para a doutrina e jurisprudência, "o decurso do tempo não convalida o que nasceu inválido." Ademais, como fica, na prática, a situação dos oficiais do Quadro de Oficiais da Polícia Militar – QOPM, conhecidos como acadêmicos, que ingressaram na corporação mediante concurso público, submetendo-se ao rigorosíssimo Curso de Formação de Oficiais?

A bem da verdade, cumpre esclarecer que os oficiais QOPM não aceitaram de bom grado a nomeação de um oficial QCOPM para o comando da corporação. Sem hesitar, esgrimiram a violação ao disposto no artigo 7º, caput, da Lei Estadual nº 3.699/1995, que assim dispõe: “O Comandante Geral da Polícia Militar do Estado de Sergipe será um Coronel do serviço ativo da Corporação, pertencente ao Quadro de Oficiais Policiais Militares (QOPM), possuidor, dentre outros requisitos, do Curso Superior de Polícia (CSP), nomeado para o cargo em comissão de Comandante Geral da Polícia Militar por Decreto do Governador do Estado, tendo precedência hierárquica e funcional sobre todos os integrantes da Corporação.”

Sucede que a Lei Estadual nº 4.377/99 prevê, em seu artigo 5º, que “Os Oficiais do Quadro Complementar de Oficiais Policiais-Militares (QCOPM) têm os mesmos direitos, deveres, obrigações, regalias, prerrogativas, vencimentos e vantagens dos Oficiais do QOPM, de igual Posto.” Como se trata de diploma legal posterior, e que veio a regulamentar de forma diversa a matéria versada no artigo 7º, caput, da Lei nº 3.699/1995, entendeu-se que esse último dispositivo restou tacitamente revogado. Parecia pacificado o entendimento de que nada obstava a nomeação de um oficial QCOPM para o cargo de Comandante Geral da Polícia Militar do Estado de Sergipe.

Ledo engano. Primeiro, porque toda matéria legal que diga respeito aos oficiais QCOPM, quer permitindo-lhes, quer negando-lhes o acesso ao comando-geral da corporação, é inconstitucional – portanto, um nada jurídico; segundo, porque a aquiescência dos oficiais QOPM à nomeação de um comandante QCOPM não passou de um acordo de cavalheiros. Sopesando a situação, decidiram que, entre dois males - a inconstitucional nomeação de um R-2 ou a vinda de um oficial do Exército para comandar a corporação -, o menor.

Por outro lado, sabiam os acadêmicos que mais dia menos dia o assunto voltaria à ribalta, e a permanente instabilidade na segurança pública – essa eterna Faixa de Gaza que reduz heróis a pó da noite para o dia - ensina que não vale a pena manter-se irredutível em certas questões.

Como se observa, a Lei Estadual nº 4.377/99 padece de inconstitucionalidade material, que, segundo o constitucionalista Marcelo Novelino (2009, p. 217), “ocorre quando o conteúdo de leis ou atos emanados dos poderes públicos contraria norma constitucional de fundo [...] Esta inconstitucionalidade contrasta com o princípio da unidade do ordenamento jurídico.” No caso vertente, a norma constitucional de fundo violada foi aquela plasmada no art. 37, inciso III, da Carta de Outubro de 1988.

De notar-se que estamos nos movendo em terreno minado, e à medida que nos aprofundamos no caso, a questão revela-se mais grave. É que, além de inconstitucional, a nomeação de um oficial QCOPM para o comando da corporação pode, em tese, configurar crime de responsabilidade do governador do Estado e do secretário de Segurança Pública. E quando digo em tese é porque, até onde sei, nem o governador nem o secretário de Segurança Pública agiram de má-fé ou com o intuito de lesar a Constituição Federal, limitando-se apenas a fazer o que a legislação estadual permitia.

No entanto, não tiveram o necessário cuidado de atentar para o fato de que a lei autorizadora do ato – como, de resto, todo legislação que confira direitos aos oficiais R-2 - padece de vício de inconstitucionalidade material. Aliás, a análise da constitucionalidade dos atos compete à Procuradoria-Geral do Estado, que, no caso, ou não foi devidamente consultada, ou, se o foi, debruçou-se tão-somente sobre a legislação estadual, esquecendo-se de analisar a questão à luz da Constituição Federal.

O fato é que a Lei nº 1.079/1950, que define os crimes de responsabilidade, dispõe, em seu artigo 9º, item 5, que constitui crime de responsabilidade contra a probidade na administração “infringir no provimento dos cargos públicos, as normas legais”. Como restou demonstrado – continua de pé o desafio de se provar o contrário – que toda matéria pertinente aos oficiais QCOPM é materialmente inconstitucional, o único dispositivo válido é aquele constante do artigo 7º, caput, da Lei Estadual nº 3.699/1995, que determina que comandante geral seja escolhido dentre os coronéis QOPM.

Significa dizer que ao nomearem um oficial QCOPM para o comando geral da PM, o governador Marcelo Déda e o secretário João Eloy de Menezes podem, em tese (não acredito que tenha havido dolo por parte de nenhum deles) ter cometido o crime de responsabilidade previsto no artigo 9º, item 5, da Lei Federal nº 1.079/1950, sujeitando-se à a perda do cargo, com inabilitação até cinco anos para o exercício de qualquer função pública, sem prejuízo da ação da justiça comum, na medida em que infringiram o artigo 7º, caput, da Lei Estadual 3.699/95.

Como todo ser humano, Marcelo Déda também tem os seus pecados. Mas o desprezo pela Constituição da República certamente não é um deles. Por isso, os que pugnamos pelo cumprimento dos ditames constitucionais e pelo irrestrito respeito aos princípios informadores da Administração Pública, continuaremos aqui, em compasso de espera, aguardando a solução dessa anomalia. Mas que não demore muito, pois, como bem disse o padre Antônio Vieira, “tudo cura o tempo”... tudo mesmo, exceto certas inconstitucionalidades que nos amarram ao atraso e nos separam do mundo democrático e civilizado.

Paulo Márcio é delegado de Polícia Civil, graduado em Direito (UFS), especialista em Gestão Estratégica em Segurança Pública (UFS), especialista em Direito Penal e Direito Processual Penal (Fa-Se) e colunista do Universo Político.com. Contato: paulomarcio.cruz@yahoo.com

Fonte: Universo Político

NESTE ANO DE ELEIÇÃO, POLÍTICOS IRÃO DECLARAR AMOR AOS MILITARES. MAS TEREMOS QUE TER CUIDADO, POIS APÓS A ELEIÇÃO ALGUNS QUEREM PISAR NA NOSSA CLASSE

MILITAR RESPONDE INQUÉRITO POR TER FALADO EM RÁDIO.

Para gestor da Caixa Beneficente tudo não passa de perseguição por causa do movimento dos militares no ano passado

Virou rotina na caserna. Mais um Inquérito Policial Militar – IPM – foi aberto contra um dos integrantes das Associações Unidas. Desta vez, o sargento Jorge Vieira da Cruz, gestor da Caixa Beneficente responde inquérito por ter falado em uma emissora de rádio que caso o atual comandante geral da Polícia Militar, o coronel José Carlos Pedroso, não tivesse condições de resolver a questão do desvio de função que ele passasse o problema pra outra pessoa.

Na manhã de quinta-feira, 4, o sargento Vieira, que está de férias, se apresentou ao capitão Jorge Cirilo no Batalhão de Choque no bairro Ponto Novo para prestar depoimento no inquérito. O gestor foi ao local acompanhado do diretor da Caixa Beneficente, o sargento Edgar Menezes. “Já perdemos a conta de quantos inquéritos nós estamos respondendo depois do movimento tolerância zero”, afirma Edgar em tom de revolta.

“Quando lutamos por melhoria salarial, lutamos por todos os militares, inclusive os que nos fazem responder esses inquéritos”, dispara Edgar. “Naquele momento eu me pronunciei como representante de classe e não como policial militar”, afirma o sargento Vieira. O inquérito apura possível insubordinação, já que ele foi instaurado porque o gestor teria dito que o atual comandante não comandava a PM.

PERSEGUIÇÃO

“Eu não falei que o comandante não comandava. Disse que se não tivesse condições de resolver a questão da carga horário passasse o problema pra outra pessoa”, diz Vieira. O gestor da Caixa Beneficente afirma que manteve o nível durante o depoimento e que respondeu de forma tranquila todos os questionamentos que foram feitos. Indignado com a forma como vem sendo tratado pelo Comando da Polícia Militar, o policial atribui tudo isso a mera perseguição por causa das lutas travadas no ano passado.

“Mas se isso não é perseguição, o que é então?”, questiona Vieira. Para Edgar todos os inquéritos instaurados contra os integrantes das Associações Unidas visam desestabilizar o movimento. “Eles abalam emocionalmente o policial. Temos problemas com família e isso pode prejudicar até as nossas promoções”, lembra. Diante de tanta perseguição, os militares avisam que acontecerá uma nova assembleia na próxima semana que pode decidir pela volta do movimento tolerância zero. “Vamos reunir todas as associações e convocar os militares para decidirem pela volta ou não do movimento. Já não agüentamos mais tanta perseguição”, diz Vieira.

Fonte: Cinform

PROMOTOR DEIJANIRO JONAS OUVE COMANDANTE DO CIOSP.

O coronel Salvador Sobrinho, comandante do Ciosp, prestou depoimento ao promotor de Justiça Deijaniro Jonas, no Ministério Público, sobre o caso do comerciante que morreu.

Assista a reportagem exibida no Jornal do Estado 2ª edição da TV Atalaia, onde mostra também que a ABSMSE E a ASSOMISE solicitaram ao Ministério Público Estadual a designação de uma audiência pública, visando melhorar o atendimento prestado pelo CIOSP à população sergipana.

Clique no link abaixo e confira:
http://www.atalaiaagora.com.br/galeria_video.php?v=3659

POLICIAIS E BOMBEIROS PODEM PARA A NÍVEL NACIONAL.

A segurança pública a nível nacional pode estar comprometida a partir de abril. O aviso foi dado pelo presidente da ANASP, o deputado distrital, Cabo Patrício (PT), na manha desta terça-feira (09), em entrevista ao radialista George Magalhães, no programa Liberdade sem Censura.

Patrício disse durante a entrevista que é preciso votar a PEC 300 (que equipara o salário da PM com Brasília), até o mês de abril e, caso isso não aconteça, já que é ano de eleição e a legislação não permite reajuste a funcionários a partir daí. “Nós vamos deflagrar a operação padrão, ou seja poderá ocorrer uma greve a nível nacional”, disse Patrício.

O capitão Samuel, presidente da ASOMISE, propôs que seja feita uma grande manifestação em frente ao congresso nacional. Samuel quer reunir o maior número possível de Policiais e Bombeiros Militares, de todos os estados e a partir daí, montarem acampamento em frente ao congresso. “Vamos reunir o maior número de PMs e BMs e vamos acampar em frente ao congresso. Daqui nós vamos tentar levar uns dois ônibus e claro, com policiais que estejam em férias para não afrontar o comando e não comprometer a segurança do estado”, disse Samuel.

Em Sergipe a situação começa a se complicar por conta das negociações que não avançam junto ao governo. Nesta segunda-feira, o gestor da Associação Beneficente dos Servidores Militares, Sargento Vieira, chegou a denunciar perseguição por parte do comando geral da PM, aos gestores das associações.

Vieira disse que aqui, poderá ser deflagrado o “Tolerância Zero”.O Tolerância Zero consiste na execução dos trabalhos militares dentro da total legalidade. Essa situação aconteceu no início do ano passado para mobilizar a classe em torno das reivindicações de melhoria salarial. No decorrer da ação, os PMs’ não admitiam ir para as ruas com viaturas com pouco combustível ou com pneus carecas, ou ainda em carros não licenciados. A operação contou com apoio de diversos políticos e segmentos da sociedade civil e resultou em reajuste salarial que já vem sendo pago de forma escalonada. Agora, as reivindicações giram em torno da carga horária e da exigência de nível superior para ingressar na PM.

Uma nova assembléia estará sendo marcada para discutir o assunto e caso o governo não reveja a situação, os PMs irão acampar em frente a Assembléia Legislativa.

Fonte: Coluna Senadinho

POLICIAIS PROMETEM RETOMAR A OPERAÇÃO TOLERÂNCIA ZERO.

Os Policiais Militares prometem retomar a Operação Tolerância Zero caso o governo não atenda as reivindicações da corporação. O gestor da Associação Beneficente dos Servidores Militares de Sergipe, Sargento Vieira, disse que a classe deverá se reunir em assembleia nos próximos dias para tratar desse assunto.

A Tolerância Zero consiste na execução dos trabalhos militares dentro da total legalidade. Foi deflagrada no início do ano passado para mobilizar a classe em torno das reivindicações de melhoria salarial. No decorrer da ação, os PMs’ não admitiam ir para as ruas com viaturas com pouco combustível ou com pneus carecas, ou ainda em carros não licenciados. A operação contou com apoio de diversos políticos e segmentos da sociedade civil e resultou em reajuste salarial que já vem sendo pago de forma escalonada. Agora, as reivindicações giram em torno da carga horária e da exigência de nível superior para ingressar na PM.

O sargento Vieira explicou que, no ano passado, o governo acordou com as Associações Unidas melhorar a remuneração, definir a carga horária e exigir o nível superior para o ingresso na corporação. Ele disse que o primeiro ponto foi atendido, porém os dois últimos, não. “A corporação está a mercê do comando. Não pode ser assim. Precisamos ter uma carga horária como um trabalhador qualquer, somos seres humanos e precisamos de descanso. E tem mais. Quando formos escalados em hora extra temos que ser remunerados. Ninguém aqui é escravo”, exclamou.

Segundo Vieira, o governo prometeu enviar para a Assembleia Legislativa, até o final do ano passado, projeto de lei definindo a carga horária dos policiais. “Ele não mandou e agora estão apertando as escalas. O governo está criando espantalho na Segurança Pública”, disse. Ele informou que no Pré-Caju, policiais da CPTUR trabalharam o dia todo e a noite foram escalados para trabalhar. “Nenhum ser humano suporta. O governo precisa ter consciência disso que está criando uma insatisfação imensa”, falou. Vieira destacou que há PMs trabalhando em estado de estresse, e que isso pode comprometer o atendimento à população.

Fonte: Jornal da Cidade

CAOS NA PM.

A PM resolveu fazer alguns cursos para dar segmento as carreiras dos praças da corporação, até ai tudo bem, mas o setor de pessoal ao relacionar os futuros alunos, cometeu alguns equívocos graves: relacionou PM morto, relacionou sargento para fazer curso de cabos, relacionou PM afastados por motivos de saúde, relacionou para curso de oficiais PM já possuidor deste curso, relacionou PM`s que já saíram da corporação, até quem está internado em manicômio foi relacionado, mas o mais grave é que o setor de pessoal fez uma relação de mais de 500 PM`s com os CPF errados, impedindo a matricula no curso.

R2

A caixa beneficente da PM encaminhou oficio para os órgãos fiscalizadores do estado, denunciando a permanência de coronéis com mais de 30 anos de serviço ainda em atividade. A lei é clara, ao completar 30 anos os coronéis devem passar para inatividade. Se o governador quiser realmente diminuir o numero de coronéis, a oportunidade esta ai, sem precisar inventar nenhuma lei "expulsatória".

R2 e comissionados

Existem comentários que mesmo estes coroneis R2 passando para a reserva remunerada, o secretário de segurança pública os convocará para assumirem cargos comissionados na PM.

Fonte: blog do jornalista Cláudio Nunes

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

DIRETOR DO CIOSP PRESTA DEPOIMENTO NO MP E ABSMSE PROTOCOLA OFÍCIO NAQUELE ÓRGÃO SOLICITANDO AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA TRATAR DE MELHORIAS NO CIOSP.

Confira a matéria exibida no telejornal SE Notícias 2ª edição da TV Sergipe, que mostra o depoimento prestado pelo Cel. Sobrinho junto ao Ministério Público Estadual, acerca do comerciante que foi assassinado e que tinha buscado o apoio do CIOSP e não obteve a contento, bem como, mostra o ofício protocolado no MP pela ABSMSE com o apoio da ASSOMISE, solicitando uma audiência pública com o objetivo de discutir melhorias para que o CIOSP possa prestar um melhor serviço para a população.

Assista a reportagem clicando no link abaixo:
http://emsergipe.globo.com/multimidia/?id=35010

Fonte: TV Sergipe

ASSESSORIA JURÍDICA DA ABSMSE ACOMPANHA ASSOCIADO DURANTE FLAGRANTE, MESMO SENDO UM DOMINGO À NOITE.

Mais uma vez a assessoria jurídica da ABSMSE atuou na defesa dos seus associados, desta feita através do Dr. Márlio Damasceno, que acompanhou um sócio que fora preso em flagrante por desacato em pleno domingo à noite, comparecendo à Corregedoria da PM e acompanhando todos os depoimentos que tiveram início às 21:00 h de ontem, dia 07 e terminaram por volta das 02:20 h da madrugada de hoje, dia 08, já desempenhando seu trabalho em busca da liberdade do militar.

NÓS MILITARES SOMOS SERES HUMANOS E NÃO MÁQUINAS, POR ISSO TEMOS DIREITO A UMA CARGA HORÁRIA JUSTA. QUEREMOS TAMBÉM NÍVEL SUPERIOR NA PM E BM.

GESTORES DA ABSMSE OFICIAM PROCURADORA GERAL DE JUSTIÇA SOLICITANDO AUDIÊNCIA PÚBLICA VISANDO MELHORIA DO SERVIÇO DO CIOSP PARA A POPULAÇÃO SERGIPANA.

Gestores da ABSMSE protocolaram ofício junto ao Ministério Público Estadual, solicitando a Procuradora Geral de Justiça uma audiência pública visando debater melhorias na prestação do serviço por parte do CIOSP, face os últimos acontecimentos que repercutiram na mídia a nível nacional.

Cliquem no ofício abaixo para ampliar:



SEM ACORDO COM GOVERNO, POLÍCIA MILITAR PODE DEFLAGRAR O "TOLERÂNCIA ZERO".

O gestor da Associação Beneficente dos Servidores Militares de Sergipe, Sargento Vieira, disse na manha desta segunda-feira (08), que os policiais militares poderão deflagrar o “tolerância zero”, caso o governo não atenda as reivindicações da classe. Vieira disse em entrevista ao programa Liberdade sem Censura, que o governo ainda não resolveu o problema da carga horária dos PMs.

Ainda segundo ele, o comando geral da PM está perseguindo os dirigentes das Associações, e que tem procurado desestabilizar o trabalho por eles desenvolvidos. “O comando está perseguindo os gestores. O capitão Samuel esperou por mais de três horas, na ante-sala do comando geral e não foi atendido”, denunciou.

Vieira disse ainda que, as Associações estarão se reunindo, em data ainda a ser marcada, no Instituto Histórico e Geográfico, para decidirem sobre as ações a serem tomadas. O PM explicou ainda que, caso o comando tente atrapalhar essa reunião, os militares estarão montando acampamento na praça, em frente a Assembléia Legislativa.

Vieira, durante a entrevista, afirmou que o que foi acordado com o governo, quanto aos salários, foi cumprido, porem a carga horária e a exigência de nível superior para ingressar na policia, não está sendo cumprido, já que segundo ele, no inicio das negociações, no ano passado, o governo concordava com o pedido, porem até o momento nada foi feito.

Alem disso o gestor afirma que os policiais da CPTur estão sendo penalizados com a carga horária. Vieira afirma que há PMs que estão trabalhando em estado de estresse, e isso significa que pode comprometer o atendimento á população.

Alem disso, caso a reunião seja feita esta semana e caso o comando “atrapalhe”, a segurança durante o carnaval pode estar comprometida, já que eles irão se concentrar em frente a AL e isso poderá tirar os homens das ruas.

Fonte: Faxaju (Munir Darrage)

PM PREPARA UM NOVO "TOLERÂNCIA ZERO".

O fim da crise que envolveu a escala de trabalho na Companhia de Policiamento de Turismo (CPTur), anunciado na sexta-feira pelo Comando da Polícia Militar ao informar que os praças voltaram a dirigir as viaturas da unidade responsável pela segurança da Orla de Atalaia, não apagou o pavio que pode levar a corporação a um outro embate, semelhante ao que aconteceu no ano passado. Uma assembléia a ser convocada pelas Associações Militares Unidas pode marcar a retomada do movimento “Tolerância Zero”, então deflagrado para exigir melhoria dos salários para bombeiros e policiais militares, o que forçou o governo estadual a implantar um pacote de recuperação que irá aumentar os soldos em 80% até maio deste ano.

Agora, a retomada do movimento é para exigir a fixação de uma carga horária de trabalho definida na Lei de Organização Básica da PM, cuja reforma está sendo discutida no âmbito do Executivo e pode ser apreciada neste ano pela Assembléia Legislativa. O pré-projeto que foi apresentado em setembro do ano passado pelo Comando Geral, cuja versão está disponível no site da corporação (http://www.pm.se.gov.br/uploads/lei_de_organizacao_basica.pdf), não faz nenhuma menção a horários de trabalho, turnos de serviço ou carga horária, apesar de já ter sido incluso em uma primeira versão do projeto, no capítulo destinado aos “Direitos e Prerrogativas dos Policiais Militares”.

“Definimos que a nossa prioridade de agora e ter a nossa carga horária fixada em lei até o fim deste ano, e não vamos abrir mão disso. Nós vamos convocar essa assembléia e exigir que o governo defina logo esta situação. Se isso não acontecer, o ‘Tolerância Zero’ voltará para as ruas”, deixa claro o sargento Edgar Menezes, representante das Associações Unidas, que já voltaram a se articular e tiveram suas primeiras reuniões na semana que passou. A assembléia geral dos militares deve acontecer até o fim deste mês, em um grande auditório do Centro da capital.

O movimento do ano passado deflagrou uma série de protestos de rua e atos de boicote a atos do comando, sendo que o mais significativo deles foi a recusa dos policiais em dirigirem as viaturas usadas no policiamento de rua, alegando não serem formados em um curso de condução de veículos de emergência, exigido por lei. Este impasse atingiu todos os batalhões e companhias da Polícia Militar e fez com que, durante uma semana, o patrulhamento fosse feito por policiais a pé.

Durante os protestos realizados no ano passado, os policiais reivindicavam a fixação de uma jornada de trabalho de 40 horas semanais e de pagamento de horas-extras a cada vez que este limite seja ultrapassado. O item chegou a ser negociado entre o governo e as Associações, mas sua definição foi adiada pelo governador Marcelo Déda, ao anunciar, em junho de 2009, que a colocou no meio das discussões sobre a reforma da LOB. Desde então, diz a Unidas, nenhum aceno neste sentido foi dado até agora pelo Palácio de Despachos.

A assembléia da Unidas surge como desdobramento do impasse criado dentro da CPTur, quando o Comando de Policiamento da Capital (CPMC) determinou que a unidade siga uma nova escala de 12 horas trabalhadas por 36 de folga, adotada como padrão pelas polícias de outros estados e prevista no Pronasci (Programa Nacional de Segurança com Cidadania), do Ministério da Justiça. Os praças da companhia, que antes trabalhavam 24 horas seguidas e folgavam por 96 horas, discordaram e se recusaram a dirigir as viaturas da unidade, reduzido sensivelmente a presença da polícia na Orla. A reação do Comando foi imediata: 15 praças da CPTur foram transferidos para outros batalhões do interior e vão responder a Inquérito Policial-Militar (IPM) aberto pela Corregedoria.

“Se houvesse uma carga horária definida em lei, esse tipo de situação não estaria acontecendo”, reclama Edgar, que se posicionou contra a nova escala da CPTur. Segundo ele, a corporação “está utilizando as escalas de trabalho da pior maneira possível” e que os problemas decorrentes disso se dão por uma “falha de gestão”. “E a vida social? O tempo pra família, como fica? O policial precisa de uma vida social para manter-se seguro e tranqüilo para render bem no trabalho de dar segurança à sociedade”, argumenta.

Na Justiça – Paralelo à movimentação que se forma na tropa, uma ação que corre no Tribunal de Justiça também pode decidir a questão. A própria ABSMSE impetrou, em outubro de 2009, um mandado de injunção contra o governador do Estado e a Assembléia Legistlativa, pleiteando a definição da carga horária de trabalho em 30 horas semanais, bem como a regulamentação do valor devido a cada hora extraordinariamente trabalhada.

No pedido, os advogados da entidade afirmam que o mandado é “em razão da omissão” do Executivo e do Legislativo quanto à legislação sobre o assunto. A ação será julgada pelo Pleno do TJ e seu relator é o desembargador Cezário Siqueira Neto, que aguarda uma manifestação do procurador Rodomarques Nascimento.

Fonte: Jornal do Dia (Gabriel Damásio)

CAIXA BENEFICENTE AMEAÇA DEFLAGRAR O "TOLERÂNCIA ZERO".

Inconformados com a ausência de negociação, gestores da Associação Beneficente dos Servidores Militares de Sergipe dizem que podem deflagrar o ‘Tolerância Zero".

Segundo sargento Antônio Vieira, ainda não foi solucionado o problema da carga horária dos Policiais Militares, com o agravante da classe está sendo perseguida pelo comando geral da PM.

Uma reunião, ainda sem data marcada, será realizada com as associações a fim de discutirem as medidas que serão tomadas quanto à carga horária e exigência do nível superior para ingressar na polícia – pautas de reivindicação que, segundo a categoria, ainda não foram atendidas pelo poder público.

Fonte: Jornal da Cidade

PM'S DISCUTIRÃO PENDÊNCIAS NO ACORDO FEITO

O presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar de Sergipe e membro da Unidas, capitão Samuel, informou que os policiais militares irão se reunir na tarde de hoje (08) no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe com o objetivo de discutir questões pendentes no acordo feito com o governo do Estado no ano passado.

Os principais pontos são: a carga horária dos policiais, a regulamentação das companhias e batalhões e a exigência do nível superior para ingressar na Polícia Militar. O encontro definirá as ações que a tropa fará caso o governo não atenda as reivindicações.

Política - O capitão Samuel confirmou na manhã de hoje(08) ao Portal Atalaia Agora a pré-candidatura a deputado estadual. Ele afirmou que entra na disputa com apoio total dos militares. O objetivo é que a Policia Militar tenha um representante na Assembléia Legislativa para lutar pelas questões da categoria e colocar para sociedade as dificuldades da tropa dentro do sistema militar.

Fonte: Atalaia Agora

GUARDAS MUNICIPAIS FAZEM MANIFESTAÇÃO POR MELHORES SALÁRIOS E SOLICITAM QUE POLICIAIS MILITARES QUE SE ENCONTRAM DESVIADOS NA GMA RETORNEM A PM.

Os guardas municipais de Aracaju estão realizando na manhã de hoje uma manifestação nas ruas da Capital sergipana, requerendo a valorização da categoria e melhoria salarial, além de solicitarem também, inclusive com faixas, de que policiais militares que se encontram desviados das suas funções na Guarda Municipal e na SMTT, retornem a desempenhar suas funções onde deveriam, ou seja, na Polícia Militar do Estado de Sergipe.

SSP: VEÍCULO DA ASCOM EM CONDOMÍNIO.

E a SSP não tem jeito: a maioria dos veículos não tem placa e muito menos identificação. Ontem, 07, domingo, em pleno meio dia, no Condominio Morada do Rio, na avenida Melicio Machado, no Mosqueiro, um gol cinza da SSP, sem placa e sem identificação, apenas com o nome ASCOM, estava passeando com crianças e mulheres dentro. Será que o assessor de comunicação da SSP, Lucas Rosário, sabe quem é o responsável pelo veículo. Sabe o que vai acontecer? Nada! A impunidade é a tônica neste governo.

DO LEITOR

Ainda o CIOSP

Do leitor Vital Junior: “Se abrir de fato a chave da caixa de Pandora do CIOSP vai revelar todas as suas mazelas, desde a implantação até os dias atuais, um projeto dessa envergadura não pode ficar nas mãos desses 'gestores' que só olham o próprio umbigo. Lembro de sua inauguração no dia 02/04/2009 (quase no dia da mentira em 1º de abril), com a presença do Sr. Ministro da Justiça Tarso Genro. Atualmente um coronel usa o CIOSP em benefício próprio através de uma empresa de um parente seu. Concordo plenamente que essas mazelas e corrupção no CIOSP são desde a sua implantação, começando com a integração dos sistemas de atendimento e despacho feito sem Licitação pela empresa OI ao custo de 8 (oito) milhões. Sendo que se tivesse feito um processo licitatório gastaria a metade desse valor ou menos. O monitoramento eletrônico através de câmeras (CFTV), é feito por uma empresa baiana chamada FlashNet que deve ter tido direcionamento na licitação, quarterizando a parte de manutenção em campo das câmeras”.

Fonte: blog do jornalista Cláudio Nunes

sábado, 6 de fevereiro de 2010

VAMOS VER QUEM SERÃO OS TRAIDORES DA CLASSE MILITAR.

EM ENTREVISTA A TV CÂMARA O PRESIDENTE DA CASA MICHEL TEMER FALOU ACERCA DO PISO SALARIAL PARA OS MILITARES.

Piso para PMs

Sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300/08, que cria um piso salarial nacional para os policiais militares e bombeiros militares, o presidente da Câmara estuda a possibilidade de colocar em votação a PEC 446/09, do Senado, que também prevê a criação de um piso salarial nacional para policiais civis, militares e bombeiros militares. A proposta transforma os salários dessas três categorias em subsídios e estabelece que o piso será fixado em lei federal.

Ele lembra que a opção pelo texto já aprovado pelo Senado vai agilizar a aprovação da mudança constitucional, já que, somente em caso de eventuais mudanças feitas pelos deputados, a proposta retornaria ao Senado. Temer disse que sua intenção é analisar as duas propostas conjuntamente para acelerar a análise.

Assista a entrevista clicando no link abaixo:
http://www.camara.gov.br/internet/tvcamara/default.asp?selecao=MAT&materia=99480&velocidade=56k&nomeArquivo=tvcaconversacompresidente20100204.wmv

Fonte: TV Câmara

CONFIRAM UM DEBATE QUE FOI FEITO PELA TV CÂMARA ENTRE O DEPUTADO FEDERAL PAES DE LIRA E O DPUTADO FEDERAL NAZARENO FONTELES.

A TV Câmara realizou um debate entre o Deputado Federal Paes de Lira (PTC/SP), que defende um piso salarial para os militares de todo o Brasil e o Deputado Federal Nazareno Fonteles (PT/PI) que é contra, o qual alegou recentemente no plenário da Câmara, que muitos militares não têm nível superior por isso não podem ter um bom salário, porém esquedeu o este deputado do PT, que o Presidente Lula não tem nível superior e ganha bem.