sábado, 31 de janeiro de 2009

ASSEMBLÉIA DE PM'S COBRA ISONOMIA COM A CIVIL

Em uma clara demonstração de força perante o governo estadual, mais de 2.500 oficiais e praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros fizeram durante toda a tarde do dia 29, uma assembléia no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, no centro da Capital, e, em seguida, saíram em passeata pelas ruas da região até a porta do Tribunal de Justiça, na Praça Fausto Cardoso. A reunião, considerada a maior da história das Associações que representam a categoria, confirmou a proposta já anunciada e cobrada do Palácio de Despachos: isonomia total com os policiais civis.

A assembléia reuniu principalmente os militares que estavam de folga e marcou a união de todas as sete instituições de classe das duas corporações. Passando a ser chamadas de Associações Militares Unidas, elas decidiram organizar juntas a campanha salarial, iniciada neste mês e conseguiram agendar uma reunião com o Secretário de Segurança Pública, Kércio Silva Pinto, para discutir a reivindicação. Será na tarde da próxima terça-feira, dia 3, na sede da SSP.

De acordo com o capitão Samuel Alves, representante das Associações Unidas, a categoria aprovou por unanimidade a proposta de equiparação dos bombeiros e policiais militares com os valores ganhos pelos policiais civis. Pela proposta, um soldado ganharia um salário-base de R$ 2.700,00, enquanto um tenente ficaria com R$ 6.000,00 e um coronel , com R$ 9.000,00.

A isonomia pedida pelos militares também estará na carga horária. Os civis tiveram recentemente a jornada de trabalho aumentada de 20 para 40 horas semanais, como parte do acordo salarial fechado, em maio do ano passado. PM's e bombeiros, por sua vez, cumprem uma escala de 24 horas de trabalho por 72 de folga, o que soma 72 horas semanais.

A questão dos bicos, serviços paralelos feitos por policiais em horas de folga, foi responsabilizada pelos últimos assassinatos de policiais militares acontecidos nos três últimos anos, não chegou a ser debatida na assembléia de ontem, mas o representante das associações garante que ela será enfrentada. O governo vai acabar com os bicos na polícia militar pagando um salário digno, da mesma forma que acabou com o bico na civil, disse o oficial.

O nosso intuito é conseguir a isonomia na segurança pública do Estado, para que um salário digno seja pago a todos os policiais, com igualdade. Essa é a obrigação dos gestores do Estado, disse o capitão Samuel, garantindo que os movimentos reivindicatórios serão feitos com inteligência, dentro da ordem e da legalidade, sem ataques ao comando da corporação. A temático do respeito à lei foi ressaltada na promessa de que não haverá greves ou aquartelamentos.

Nós também não queremos briga com a Polícia Civil. Não existe nenhuma crise com ela, mas vamos conseguir a igualdade, frisou ele, referindo-se à recente retirada do apoio do Sinpol às reivindicações dos PM's. Os colegas demonstraram irritação com as comparações entre as categorias e declarações de que os capitães passarão a ganhar menos de que os agentes. Os sindicatos das duas polícias chegaram até a trocar acusações na imprensa.

Ao final da assembléia, os policiais saíram em passeta pelas ruas Itabaianinha, Hélio Ribeiro e João Pessoa, até a Praça Fausto Cardoso, usando faixas, lenços, e coletes vermelhos. Durante a marcha, os militares cantaram em coro o Hino Nacional Brasileiro e o Hino da Polícia Militar de Sergipe, além de gritar palavras de ordem. Eles pretendem fazer outras manifestações e atos de protesto, a depender das negociações com o governo.

Fonte: Jornal do Dia

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

MILITARES UNIDOS SE FORTALECEM

Com coletes vermelhos, os militares mostraram força durante assembleia e na passeata que realizaram pelas ruas do Centro da cidade.

Policiais e bombeiros militares lotaram o auditório do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, na tarde de ontem, durante a assembleia unificada das associações militares. Na oportunidade, eles aprovaram a proposta única de reajuste salarial gradativo para os militares, que será entregue ao governador Marcelo Déda e ao secretário de Segurança Pública, Kércio Pinto. A proposta de aumento escalonado teria início em maio deste ano até dezembro de 2010, quando se chegaria a um salário próximo do ideal para os militares.

De acordo com o presidente da Associação dos Praças Militares de Sergipe (Asprase), sargento Anderson Araújo, a proposta já havia sido aprovada na assembleia realizada em novembro passado e ontem foi apenas ratificada. Por ela, em maio deste ano o soldo do soldado passaria para R$ 1,35 mil e do coronel R$ 4,5 mil, chegando ao valor bruto de R$ 3,10 mil e R$ 10,35 mil, respectivamente. Em dezembro de 2010, esses valores estariam em R$ 2,7 mil o soldo do soldado e R$ 9 mil o salário inicial de um coronel, sendo que o bruto ficaria em R$ 6,21 mil para o soldado e R$ 20,7 mil para o coronel.

Outros dois pontos foram acrescentados à proposta salarial unificada durante a assembleia de ontem. Um deles é a definição da carga horária do policial e bombeiro militar, que hoje não existe. Outro ponto é que a partir de então seja exigido nível superior para o ingresso na carreira de praça da Polícia Militar. No caso da carreira de oficial, seria exigida a graduação em Direito.

A princípio, existe uma informação de que uma audiência com o secretário Kércio Pinto está pré-agendada para o dia 3 de fevereiro. “Confirmando-se essa data, vamos aproveitar e entregar essa proposta aprovada em assembleia para que a negociação salarial de 2009 se inicie”, disse o sargento Araújo. Uma nova assembleia será marcada após a reunião com o governador e o secretário de Segurança Pública.


Tolerância zero

Depois da assembleia, os policiais e bombeiros saíram em caminhada pelas ruas do Centro de Aracaju. Vestidos com coletes vermelhos, eles deram início à campanha “Tolerância zero”, que tem como objetivo mostrar à sociedade a importância da profissão dos policiais e bombeiros militares e, dentro da legalidade, expor a situação em que estão vivendo.

A estimativa das associações militares é que mais de mil policiais e bombeiros tenham participado da assembleia e da caminhada. “Isso representa quase o dobro da quantidade de militares que esteve presente na última assembleia. É uma vitória da categoria”, ressaltou sargento Araújo.
Fonte: Jornal da Cidade.

POLICIAIS MILITARES EXIGEM MELHORES SALÁRIOS

ALÉM DOS MILITARES, BOMBEIROS FORAM ÀS RUAS PARA PEDIR AO ESTADO SALÁRIOS DIGNOS

O auditório do Instituto Histórico de Sergipe, na tarde de ontem, foi palco para uma das maiores concentrações de Policiais Militares e Corpo de Bombeiros do Estado de Sergipe, todos paramentados com coletes vermelhos escrito na frente Tolerância Zero e na parte posterior Associações Unidas. Eles se reuniram para realizar a segunda assembléia para discutirem o encaminhamento do movimento Tolerância Zero, inclusão da luta pela carga horária e nível superior. A mesa estava composta por representantes de todas as classes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, além de representantes da Associação dos Conselhos de Sergipe e do Sindicato dos Trabalhadores Municipais (SEPUMA).

A primeira assembléia aconteceu em novembro do ano passado, quando foi aprovada a tabela salarial para ser aplica nas negociações salariais da campanha de 2009. De acordo com os presentes, não haverá paralisação nem aquartelamento, mas os policiais não vão abrir mão da sua luta pelas reivindicações dos seus direitos. Na fala dos representantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, a palavra de ordem era o reajuste salarial, e a união das polícias civis e militares.

acontecerá no dia 03 de fevereiro, próxima terça-feira, às 15 horas, com o local a ser definido, quando será entregue ao secretário de Segurança Pública Kércio Pinto. De acordo com o cabo Palmeira, um dos diretores da Caixa Beneficente dos Servidores Militares de Sergipe, "a deliberação da assembléia foi pela questão salarial, a equiparação dentro da SSP, além da carga horária, de 40 horas".

De acordo com a resposta na reunião do dia 03, com o Secretário Kércio Pinto, haverá ou não outras manifestações e assembléias. Mas até o momento, os policiais militares, tentam negociar suas reivindicações e esperam um resultado positivo. Ao término da assembléia, os 2.500 policiais militares saíram em passeata pelas ruas do centro da Cidade. Do Insittuto Histórico, passando pela Rua de Geru, descendo o calçadão da Rua João Pessoa, passando na Praça Fausto Cardoso, e parando em frente ao prédio do Tribunal de Justiça, quando cantaram os hinos Nacional e o da Polícia Militar.

Fonte: Jornal Correio de Sergipe.

ASSEMBLÉIA GERAL REALIZADA PELOS POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES É UM SUCESSO

Ontem foi realizada a Assembléia Geral do Policiais e Bombeiros Militares, no Instituto Histórico e Geográfrico de Sergipe, que estava lotado, contando com o apoio maciço dos militares, que debateram melhorias para a classe e após, saíram em passeata pelas ruas de Aracaju, mostrando a união de todos.

Clique no endereço abaixo e veja matéria que foi ao ar no SE NOTÍCIAS 2ª Edição, na TV Sergipe:
http://emsergipe.globo.com/multimidia/?id=25982

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

EU QUERO TER UM MILHÃO DE AMIGOS!

“Eu quero apenas olhar os camposEu quero apenas cantar meu cantoEu só não quero cantar sozinhoEu quero um coro de passarinhosQuero levar o meu canto amigoA qualquer amigo que precisarEu quero ter um milhão de amigosE bem mais forte poder cantarEu quero ter um milhão de amigosE bem mais forte poder cantar (...)”

Confessamos que, por estes dias, a música acima está diuturnamente em nosso subconsciente.

Tudo tem seu motivo.

Bastou se ventilar que o Comando Geral da Polícia Militar havia instaurado Inquérito Policial Militar para apurar algum indício de crime (?) praticado pelo Capitão Mano, que dezenas de amigos e novos amigos mudaram seus nomes no perfil do Orkut para “Capitão Mano”. Para verificar a abrangência do “movimento”, basta realizar uma busca no site de relacionamento citado, colocando como palavras-chaves “CAPITÃO e MANO”.

Queremos dizer que o encarregado do IPM já criou seu perfil no Orkut (trata-se de um fake) e anda visitando todos os Capitães Mano da Internet. Alertamos para que tenham cuidado com aquela gostosa que anda enviando convites para adicioná-lo como amigo ou um rapaz sem foto ...
Todo mundo sabe quem é o Capitão Mano, mas o cidadão vai ter que encontrar provas materiais de quem ele é, não bastando apenas a confissão do mesmo. Por este motivo é muito interessante a proliferação de Manos na rede.

O oficial superior encarregado tem que cumprir sua função investigava com todo o denodo que lhe é peculiar, como também tem que enxergar que ele se encontra no rol dos prejudicados com a situação atual que vive a Polícia Militar e o Corpo Bombeiros do Estado de Sergipe. Nossos telefones provavelmente estão grampeados, mas não vamos abrir da luta.

Agradecemos a todos os Capitães Mano da internet, do fundo do coração. Pode ser uma coisa simples, o que fizeram, mas estão provando a união tão buscada entre os colegas e amigos de trabalho. Estamos bastante emocionados. Muito obrigado de coração!!!

QUE DEUS NOS AJUDE E OLHE POR NÓS!

Fonte: www.capitaomano.blogspot.com

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

NOSSA REALIDADE

Veja essa frase: “de astronauta a palhaço, o policial e bombeiro militar faz de tudo um pouco”, então, o policial e bombeiro militar é pau pra toda obra e está presente em vários ramos do serviço público estadual, mas por que isso acontece?

Primeiramente acreditamos que seja mais fácil para o governador explorar uma mão de obra qualificada e barata, afinal a carga horária de trabalho dos policiais e bombeiros militares, não é regulamentada, e o governador faz questão de não regulamentá-la. Então, é bem mais fácil pagar uma gratificação para o policial e bombeiro militar trabalhar até 72 horas por semana, já que sobre as gratificações não incidem 13º salário, férias e licenças, não contemplando também os inativos.

Um outro ponto importante é que sobre a égide do regulamento disciplinar e código penal militar, fica muito mais fácil coagir as reivindicações por melhores condições de trabalho e renda. Nós não podemos fazer greve, e se tentamos expor os problemas pelos quais passamos e cobrar as promessas de campanha do governador sofremos as conseqüências.

Continuamos a ser marionetes nas mãos dos políticos a fim de manterem seus currais eleitorais, que mais se preocupam em mostrar algo sem ser de fato, nem que para isso tenham que desestruturar uma instituição de mais de 170 anos, passando por cima da hierarquia, se esquecendo que com ela, vem a reboque, a disciplina.

Quem sabe assim ele não tenta calar também, os médicos, professores e outras classes mal remuneradas de Sergipe, enquanto isso o estado deixa de cumprir seu papel na sociedade e o Governador quer nos calar com a chibata do Regulamento Disciplinar(que não foi feito para isso)..... até quando?

Assinado: Manos policiais e bombeiros militares

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O ESTADO DE DIREITO E A VIOLÊNCIA CONTRA POLICIAIS


O Código Penal está passando por modificações, reformas, sendo que algumas alterações já ocorreram, como por exemplo, em relação aos crimes que tratam da matéria previdenciária na parte especial, a abolitio criminis em relação ao ilícito de adultério, e as penas alternativas na parte geral. Essas modificações permitem que o Estado possa dar uma resposta mais efetiva as infrações que possam colocar em perigo a ordem pré-estabelecida, que é essencial para a manutenção da vida em sociedade.

A sociedade brasileira espera que o Estado que é o responsável pela manutenção da ordem pública em seu aspecto segurança pública, art. 144, da C.F, tenha uma atuação eficaz, a qual seja capaz de assegurar a tranqüilidade, a paz social, e a ordem pública. Ainda segundo a Constituição Federal, a sociedade também tem a sua participação na preservação da segurança pública.

Os agentes policiais, civis ou militares, federais ou estaduais, são os responsáveis pelo exercício da atividade de segurança pública e necessitam dos meios e dos instrumentos que sejam essenciais para a realização de suas atividades. Na maioria dos Estados-membros, os policiais sofrem com a falta de recursos, e com os vencimentos limitados, que levam alguns policiais a residirem, caso seja possível chamar a moradia de residência, ao lado do cidadão infrator que é o responsável pelo cometimento de ilícitos, como por exemplo, homicídios, latrocínios (roubo seguido de morte), crimes contra a liberdade sexual, seqüestros, entre outros.

Ao lado da falta de recursos as forças policiais estão enfrentando ainda atos de violência contra os seus integrantes, os quais são praticados por pessoas que há muito se afastaram do cumprimento efetivo da lei, e preferem a marginalidade e a prática de atos de barbárie ao invés de buscarem o diálogo com a sociedade, ou a luta de forma democrática por suas reivindicações.

As Forças Policiais muitas vezes sofrem críticas indevidas por parte dos órgãos de imprensa quando um ou outro policial se desvia do cumprimento de sua missão, fato este que não é tolerado e nem aceito pela Corporação Policial ou mesmo pelo Poder Judiciário Militar. Mas, não se pode permitir que as Forças Policiais fiquem sujeitas a atos de violência sem que os infratores, que muitas vezes se utilizam de forma inadequada das garantias constitucionais, fiquem sujeitos as sanções que devem ser efetivas e reais.

A violência muitas vezes surge quando o infrator acredita que não ficará sujeito a nenhuma sanção, sob a crença da impunidade, ou mesmo da possibilidade do não cumprimento da pena imposta, o que leva ao incentivo para a prática de infrações criminais.

O Estado democrático de Direito não deve admitir o desrespeito à Lei, as Instituições e aos seus integrantes. O respeito à ordem estabelecida exige a observância da Constituição Federal e dos direitos e garantias fundamentais do cidadão, que também são assegurados aos agentes policiais e aos integrantes do Poder Judiciário e aos Membros do Ministério Público.

A lei de abuso de autoridade pune os agentes do Estado que extrapolarem o exercício de suas funções ou causarem lesões aos administrados, respondendo a Administração Publica, Civil ou Militar, de forma objetiva por esses danos na forma do art. 37, § 6.º da C.F.

O cidadão infrator que fere os integrantes do Estado sem qualquer justificativa buscando desestabilizar o Estado de Direito deve estar sujeito a penalidades mais severas, que possam inibir a prática desses ilícitos. A pena não é a resposta para a violência, mas ainda continua sendo o instrumento ao alcance do Estado para retirar do convívio social àqueles que não mais respeitam os direitos assegurados aos seus semelhantes, como o direito à vida, à liberdade, à propriedade, à segurança, dentre outros estabelecidos no art. 5.º, caput, da C.F.

O legislador federal demonstrou uma grande preocupação em editar a Lei de Tortura com o objetivo de coibir a prática de atos violentos por parte dos policiais, civis ou militares, federais ou estaduais, permitindo inclusive a perda da função pública, sob o argumento que a Polícia muitas vezes age de forma violenta. Mas, o legislador se esqueceu de mencionar em sua justificativa que na realidade alguns policiais é que acabam agindo de forma violenta, sendo que estes policiais, que são a exceção, devem ser punidos de forma exemplar desde que demonstrada a autoria e a materialidade em atendimento ao princípio da ampla defesa e do contraditório e também do devido processo legal.

Talvez, é chegada hora do legislador se preocupar com os agentes policiais e com os integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Publico editando leis mais severas para punir aqueles que praticarem atos de violência contra os agentes do Estado, os quais muitas vezes não medem esforços para preservarem as garantias fundamentais. Afinal, se existem policiais que podem agir de forma arbitrária, o que é uma exceção, também existem infratores em número muito maior que são capazes de matar, seqüestrar, torturar e praticar diversos tipos de maldade contra as pessoas cumpridoras de seus e pagadoras de impostos, sendo que o Estado não pode e não deve aceitar este tipo de procedimento.

Os agentes policiais também possuem o direito à vida e suas famílias o direito à dignidade humana que foi assegurada na Constituição Federal. O Estado deve punir de forma mais severa aquele que atenta contra a integridade de seus agentes, com a instituição de um Lei Especial que trate a respeito da matéria, que deve considerar os atos praticados contra os agentes como sendo crime hediondo e sem direito a liberdade provisória, livramento condicional, indulto, cumprimento da pena em regime integralmente fechado, entre outros.

A criação de tipos penais com a previsão de sanções mais severas aos crimes praticados contra os agentes policiais é uma necessidade para a manutenção da lei, que é essencial para a sociedade. O desenvolvimento do Estado exige segurança, sem a qual ocorre o aumento da violência e da criminalidade que podem levar a fragmentação das Instituições, o que favorece apenas e tão somente as entidades criminosas que não respeitam o Estado pré-constituído, e nem mesmo a Imprensa como ficou evidenciado no caso do jornalista Tim Lopes, o que levou a uma forte reação por parte dos órgãos de Imprensa que passaram a pedir Justiça e o efetivo cumprimento da Lei.

As forças policiais são essenciais para a preservação da ordem pública e os seus integrantes também devem ser protegidos com a instituição de leis que estabeleçam sanções mais severas aos atos praticados pelos cidadãos infratores contra os agentes do Estado. A polícia deve respeitar e prestar um serviço de qualidade ao cidadão cumpridor da lei e da ordem e os seus agentes devem responder pelos excessos. Mas, em nenhum momento deve-se admitir que o Estado democrático de Direito possa ser colocado em perigo por atos praticados por pessoas que abandonaram o convívio social, as quais devem ser punidas de forma mais rígida.

Contribuição do Dr. Márlio Damasceno, advogado criminal da ABSMSE

ASSEMBLÉIA PM/BM - CONVOCAÇÃO

As ASSOCIAÇÕES MILITARES UNIDAS convocam todos os policiais e bombeiros militares (ativos e inativos) para a ASSEMBLÉIA GERAL, a ser realizada no dia 29 de janeiro do corrente ano, às 14:00h, no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, sito à rua Itabaiana nº 41, CENTRO.

É imprescindível a presença de todos os militares estaduais, que estiverem de folga, para demonstrarmos nossa força.

Todas as ações a serem tomadas serão deliberadas nesta assembléia.

RUMO À INTEGRAÇÃO SALARIAL NA SSP!

QUE DEUS NOS AJUDE E OLHE POR NÓS!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A REALIDADE DA NOSSA SEGURANÇA PÚBLICA

A partir de hoje estaremos divulgando fotos que mostram a realidade da Segurança Pública do Estado de Sergipe. Solicitamos que os policiais militares enviem através do e-mail constante desta página, fotos das suas reais condições de trabalho, como de viaturas, alojamentos, unidades, entre outras, a fim de comprovar como está a Segurança do Nosso Estado. Para começar, apresentamos fotos da sede do Corpo de Bombeiro Militar, que mostra parte das instalações e equipamentos do bravos militares do fogo, onde vemos bote salva-vidas jogado ao chão, estruturas de teto em más condições e armazenamento inadequado de produtos.










ESCLARECIMENTO AOS ASSOCIADOS DA ABSMSE

Em matéria veiculada no Jornal da Cidade de hoje, no caderno B, página 7, fala acerca da nota de esclarecimento feita pelo SINPOL, que ao se referir a Polícia Militar diz o seguinte: "Além do mais, o que foi conquistado pela PM em 2008 foi exetamente aquilo que foi acordado com suas entidades representantes, que inclusive manifestaram-se como satisfeitas até que o governador anunciou o resultado da negociação com a Polícia Civil".

Ocorre que, tal nota não traduz a realidade dos fatos, pois esta Associação (ABSMSE) no dia 04 de julho de 2008, no Jornal Correio de Sergipe, mostrou-se insatisfeita acerca do aumento concedido pelo Governo do Estado, conforme pode ser observado na transcrição do texto do citado jornal, que se lê abaixo:

LANTERNINHA

O gestor da Caixa Beneficente da PM, cabo Palmeira, ao ser perguntado por que a Polícia Civil aplaudiu o aumento e a Polícia Militar ficou calada, respondeu:
"É que os agentes policiais ganharam o jogo e levantaram o troféu. Os policiais militares ficaram na lanterninha e não tinham o que comemorar".
Acrescentou que o problema continua.
A entrevista foi concedida ao radialista George Magalhães, em seu programa na rádio Ouro Negro de Carmópolis.

domingo, 25 de janeiro de 2009

PM NÃO SEGURA CONCURSADOS

Baixos salários, discriminação dentro da própria Segurança Pública, e até da sociedade, e a falta de perspectiva dentro da Polícia Militar são os principais motivos que têm legado soldados e oficiais a pedirem baixa da corporação. Segundo as estatísticas, dos 2.200 soldados que ingressaram na PM nos três últimos concursos realizados, de 1997 a 2008, cerca de 350 deixaram a corporação em busca de melhor remuneração.

Somente no ano passado 17 policiais, entre soldados e oficiais, pediram desligamento da Polícia Militar. O pior de tudo, é a quantidade de policiais qualificados que estão deixando os quadros da PM, depois de passarem por vários cursos de formação. Segundo levantamento feito pela ASSOMISE, 80% dos soldados da PM em Sergipe têm nível superior completo ou estão cursando e todos os oficiais da corporação têm nível superior e 60% têm duas graduações ou pós-graduação.

Um exemplo disso é Lucas Andrey, recém-formado em Jornalismo, há pouco mais de três anos decidiu fazer concurso público para soldado da Polícia Militar e conquistar o tão sonhado emprego público e com isso alcançar estabilidade e boa remuneração, comuns a quem resolve fazer concurso público. Mas o dia-a-dia como policial militar mostrou que a realidade não era como ele imaginava.

Os riscos próprios da atividade policial e a falta de uma fornada de trabalho definida não eram compensados financeiramente ao final do mês. Segundo ele, esses foram os principais motivos que o levaram a pedir baixa da Polícia Militar tão logo foi convocado pelo Tribunal de Justiça para assumir o cargo de técnico judiciário. "Logo que entrei para a polícia fiz o concurso do Tribunal e assim que foi convocado pedi baixa da PM. Não pestanejei", contou.

Segundo ele, outros colegas seguiram o mesmo caminho. "Da minha turma, dos 50 policiais militares que ingressaram, acho que hoje 300 continuam nos quadros da PM", revelou Lucas. Ele disse que em menos de um mês no novo emprego teve um reajuste salarial de quase 100%. "Ia passar mais de 30 anos na polícia e nunca ia ter um reajuste nesse percentual". Hoje, seu salário é 80% maior que o que recebia com três ano na PM.


DIREITOS NEGADOS

Para o gestor da Caixa Beneficente da Polícia Militar, cabo Silvério Palmeira, além da baixa remuneração, o não cumprimento de outros direitos básicos, garantidos por lei, como a carga horária, contribuem para a saída dos PMs. "Fora isso, o policial militar não tem direito de reivindicação", afirmou, referindo-se ao Regime e Disciplinar do Exército (RDE), que vigora na PM e é usado contra os militares.

Ele entende que o caminho para que os militares não continuem saindo da polícia quando surgirem novas oportunidades passa por uma flexibilização na legislação militar, definição de carga horária e melhoria salarial. "Não queremos fazer comparações com a Polícia Civil, mas fazemos parte da mesma Segurança Pública e o governo cometeu um erro quando não soube dividir igualmente os benefícios. Não vamos aceitar diferenciações dentro da SSP. Foi o governo que causou essa discórdia, ao dizer que ia integrar as polícias, mas não deu condições de trabalho iguais", afirmou Palmeira.

Fonte: Jornal da Cidade

GOVERNADOR, NÓS QUEREMOS QUE O SENHOR USE A LEI

Em entrevista publicada no Jornal Correio de Sergipe do dia 20 de janeiro o Governador Marcelo Déda ameaçou usar a lei contra nós, os Manos, pelo fato de estarmos, supostamente, querendo colocar a Polícia Militar contra o Governador, como vocês podem conferir no site: http://www.correiodesergipe.com.br/lernoticia.php?noticia=31358

Inicialmente, queremos frisar o seguinte:

NÓS NÃO TEMOS MEDO DE AMEAÇAS.

TUDO O QUE O GOVERNADOR FALOU SOBRE INTENÇÕES POLÍTICAS E INTERESSE EM DISTANCIAMENTO DA PMSE POR PARTE DOS PRESIDENTES DE ASSOCIAÇÕES E DOS MANOS É MENTIRA!!!!

Quem colocou as instituições militares contra o governo foi o próprio governador, com seu preconceito institucional, disfarçado pela oratória impecável. Quem quiser que acredite nas falácias demagógicas do “Príncipe” sergipano.

Como o governador, na supracitada reportagem, não especificou claramente que lei vai utilizar, a seguir, iremos dar algumas sugestões de como o Governador Marcelo Déda poderia utilizar a lei, com base em uma pesquisa superficial de opiniões na comunidade da Polícia Militar de Sergipe no Orkut.

Já em discurso realizado no dia 21 de janeiro, quando entregou ( na verdade substituiu) viaturas da SSP, o governador disse: “Quem quer ser padre, sabe que não pode namorar”, fazendo analogia ao fato de que quando os militares entram na instituição já sabem que não poderão realizar protestos.

Queremos que Vossa Excelência saiba que não somos padres. Somos policiais e bombeiros militares! Não temos pactos teológicos. Temos massa crítica. Não somos mudos. Temos o direito constitucional à liberdade de expressão. Não somos uma tropa de analfabetos e caminhamos para consolidar nossa carreira como de nível superior (isto é, se alguns oficiais superiores, estranhos à valorização do conhecimento, não trabalharem contra, como já vêm fazendo...).

Será que pelo fato de entrarmos para uma instituição militar só devemos receber as pancadas da profissão? Que devemos fechar os olhos diante das ilegalidades e imoralidades praticadas por oficiais e praças privilegiados? Que governo é esse que cuida de sua tropa com ameaças, quando a técnica moderna de administração trabalha a relação estímulo-resposta?

Eis as sugestões:

* Definir a carga horária semanal do policial e bombeiro militar.

* Dar condições de dignidade para o PM/BM inativo, que depois de uma vida dedicada às suas instituições são descartados e têm seus vencimentos reduzidos.

* Pôr em prática o que diz o art. 37 da CF que manda pagar subsídios e não soldo.

* Determinar ao comandante geral da PMSE que apenas use a tropa em eventos públicos e não privado/ particular assim como ocorre com o emprego da tropa nos campos de futebol e shows patrocinados pelo garoto propaganda de Sergipe, Fabiano Oliveira.

* Dar isonomia salarial inter-níveis aos servidores de todos os órgãos da SSP.

* Pagar adicional noturno ao PM/BM, como manda a Constituição Federal Brasileira!!!!

* Respeitar o direito à liberdade de expressão dos militares, como previsto na Constituição Federal e na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

* Extinguir a Gracoex dos policiais militares à disposição do Tribunal de Justiça de Sergipe, que foram escandalosamente classificados nos presídios, desobedecendo parecer da PGE.

* Trazer de volta à tropa, policiais e bombeiros militares à disposição de órgãos estranhos à atividade policial.

* Regularizar os batalhões-fantasmas (BPTran, BPChoque, CPTur, 8º BPM e outros).

* Acabar com o assédio moral nas instituições militares.

Entretanto se o senhor preferir e tiver coragem para utilizar a lei penal militar, deverá, desde já e a título exemplificativo, aplicar:

* Contra os seus assessores militares diretos, que estão enchendo os bolsos durante o Pré-caju com as “parcerias público-privadas”.

* Contra os “BICOS” feitos pelo comandante da PM, quando o Estatuto Militar diz que nossa atividade é de dedicação exclusiva.

* Contra os coronéis da PM sem função para trabalhar.

* Investigar oficiais e praças, e demais integrantes da Secretaria de Segurança Pública envolvidos com jogo do bicho, transporte clandestino, máfia de caça-níqueis, tráfico de drogas, máfia de combustível, desvio de verbas públicas, contrabando, pirataria, roubos, furtos e desmanche de veículos e outros que são sabidos por todos, mas que ninguém apura.

* Para mostrar a punição efetiva dada a quem liberava preso de delegacia para vender Herbalife.

Para dizer à sociedade itabaianense quem matou Tonho Cabaré, etc, etc e etc...Este governador quer usar a lei para punir policiais e bombeiros militares, homens de bem. Pais de família, que estão abrindo os olhos de outros pais de família, que cansaram de ser humilhados. Homens honestos, que querem mostrar à sociedade a importância de seu serviço. Que não agüentam mais serem tratados como o “patinho feio” da segurança pública e que exigem respeito.

QUE DEUS NOS AJUDE E OLHE POR NÓS!

Fonte: capitaomano.blogspot.com

SEGURANÇA PÚBLICA DO PRÉ-CAJU É PATROCINADA PELO ESTADO

Alguns manos, praças, têm nos enviado denúncias sobre o deslocamento de viaturas de policiamento ostensivo no município de Aracaju, que estavam empregadas em “pontos estratégicos” da cidade, para a vigilância dos camarotes oficiais do Pré-caju, localizados em frente ao Parque da Sementeira.

Segundo informes, cada policial militar empregado estaria percebendo o valor de R$ 30,00 para o referido BICO...

Se nos permitem a crítica, uma vez que vários Manos mandam e-mails dizendo que os oficiais são responsáveis pelas mazelas da instituição Polícia Militar, concordo em parte com o raciocínio, como concordo que também as praças têm responsabilidade importante nisto. O cidadão manda o e-mail passando uma informação deste nível, se dizendo obrigado a cumprir esta ordem, executa e depois vem reclamar... Tenha santa paciência!

Amigos, contestem pelo menos que sua missão constitucional é policiamento ostensivo e preservação da ordem pública! Que vocês, policiais militares não devem receber “gorjetas” da iniciativa privada, que devem viver única e exclusivamente de seu salário entre inúmeros argumentos possíveis. Perguntem também das origens deste dinheiro. Reflitam, pois, motivos não vão lhes faltar para não executar este tipo serviço.

Se, mesmo assim, o comandante ficar irredutível em sua determinação (e vocês entenderem que o ato é ilegal), peçam esta ordem por escrito, de forma minuciosa, como prevê a legislação castrense, tão defendida pelo nosso chefe do poder executivo estadual, e, depois, procurem o Ministério Público Militar. Se você for sócio de alguma associação, melhor ainda! Vá acompanhado de algum advogado e solicite a abertura de uma investigação por improbidade administrativa. Conhecendo bem o Promotor Militar, Dr. Jarbas Adelino, uma denúncia desta não passará sem uma apuração minuciosa.
Vamos todos, UNIDOS, construir uma segurança pública de qualidade e com vergonha na cara!

QUE DEUS NOS AJUDE E OLHE POR NÓS!

Fonte: capitaomano.blogspot.com

sábado, 24 de janeiro de 2009

"NOSSO INTERESSE É QUE OS MILITARES SEJAM VALORIZADOS"

"Não queremos brigar com a polícia civil, nem com o governo do Estado. Nosso interesse é que os policiais militares sejam valorizados e que tenhamos um salário digno e decente". A afirmação do sargento Vieira, da Polícia Militar (PM) e presidente da Associação Beneficente dos Servidores Militares, põe fim às especulações sobre o possível desentendimento entre as polícias Civil e Militar. Em nota de esclarecimento, publicada ontem, a Polícia Civil argumenta que vem sofrendo ataques da PM, que exige equiparação salarial entre as categorias, e pede respeito aos militares. "Reiteradas vezes tem sido dito nas diversas emissoras de rádio deste Estado que o governador agraciou aos policiais civis, deixando de lado aos policiais militares, tendo os manifestantes inclusive nos chamado de "irmãos rebeldes" e "fanfarrões", diz a nota.

De acordo com sargento Vieira, solicitar equiparação salarial não é desrespeito, e sim valorização dos profissionais da segurança pública. "Não é bom nem para a corporação nem para a sociedade o desgaste entre policiais militares e civis. Os policiais civis merecem bons salários, e nós também. Nossa luta irá continuar independente do apoio dos civis", afirma. O sargento disse ainda que a baixa remuneração dos policiais - o salário base de um PM é cerca de R$ 1 mil - acarreta em um serviço de segurança deficiente. "Precisamos de segurança para proporcionar segurança às pessoas. Como podemos sustentar nossa família com esse salário? Queremos uma vida digna para nossos filhos", completa.

Fonte: Jornal Correio de Sergipe.

“ESTAMOS COBRANDO O QUE DÉDA NOS PROMETEU EM CAMPANHA”

“Queremos que o governador Marcelo Déda use a Lei sim. Mas que a utilize para garantir melhores condições de trabalho aos policiais militares de Sergipe e para garantir segurança pública à sociedade. Nossa reivindicação por melhores salários não tem cunho político, como alega o governador, estamos apenas cobrando o que Déda nos prometeu em campanha". A afirmação do sargento Vieira, da Polícia Militar (PM) e presidente da Associação Beneficente dos Servidores Militares, reflete o clima tenso entre a PM e o governo do Estado. O conflito foi instalado após o governador Marcelo Déda (PT) declarar, na manhã da última segunda-feira,19, que se necessário usaria a Lei para questionar o comportamento de alguns oficiais militares.

De acordo com sargento Vieira, o governador fala em integração entre a polícia civil e militar, mas separa os policiais. "Não recebemos reajuste salarial, como os civis. A sigla do PT deveria significar 'pobre dos trabalhadores', porque o salário que recebemos é uma vergonha", critica. O sargento disse ainda que a baixa remuneração dos policiais - o salário base de um PM é cerca de R$ 1 mil - acarreta em um serviço de segurança deficiente. "Precisamos de segurança para proporcionar segurança às pessoas. Como podemos sustentar nossa família com esse salário? Queremos uma vida digna para nossos filhos", completa.

Fonte: Jornal Correio de Sergipe

PMs VÃO DISCUTIR REAJUSTE SALARIAL

Os policiais e bombeiros militares, inclusive os reformados, além dos aposentados e pensionistas de todas as categorias, reúnem-se logo mais para discutir projeto salarial que prevê reajuste de 100% dividido em cinco vezes. A assembléia será às 15 horas, no Sindicato dos Bancários, e os representantes da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares prometem surpresas. Eles alegam que o policial militar e o bombeiro sergipanos são os mais mal remunerados do país.

O projeto salarial foi protocolado em 28 de março na Casa Civil, mas já se passou quase um mês e meio e nenhuma resposta foi dada. “Se a coisa continuar como está, sem aprovar o projeto salarial, o salário do major da PM e do Corpo de Bombeiros será menor que o salário de um soldado em Alagoas”, diz um policial militar. O soldo líquido do soldado alagoano é de R$ 1.800. Em Sergipe é de R$ 815.

O projeto salarial engloba a implantação de subsídio integral, adicional noturno, carga horária, data base e seguro-invalidez e de vida. Segundo ele, o projeto daqui equipara-se ao de Alagoas, onde a polícia teve reajuste de 100% depois de uma greve histórica.

A assembléia de hoje está prevista para começar às 15 horas e vai contar com a presença de policiais de Alagoas. O objetivo é passar as estratégias adotadas no Estado vizinho e mostrar à corporação sergipana a necessidade da aprovação do projeto salarial. A participação dos aposentados e pensionistas de todas as categorias é para discutir as formas de reverter a defasagem das aposentadorias e pensões, “que estão cada vez mais defasadas, pois quando ocorrem greves e conquistas o governo dá a título de gratificação a quem está na ativa e quem está inativo nada”, disse Solange Góis, pensionista.

Fonte: Jornal da Cidade

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

SEGURANÇA PÚBLICA E SEUS EQUÍVOCOS

Temos acompanhado uma série de denúncias desencadeadas por policiais militares acerca da paradoxa política de vencimentos remuneratórios das polícias militar e civil do Estado. Lamentavelmente, o Governo do Estado que anda alardeando por todos os cantos que quer ser reconhecido como o governo que mais fez pela polícia militar, errou grosseiramente:

Primeiro, porque fala sempre de uma segurança pública integrada e age de forma a distanciar em todos os aspectos as duas polícias; segundo nomeia um Secretário de Segurança Pública que, é um delegado, portanto, um policial civil federal, não enxerga a importância do trabalho desenvolvido pela corporação militar, além de não ter assumido a discussão da política salarial das duas polícias, fechou os olhos e conduziu a segurança pública a reboque sem efetivamente se envolver com as mudanças tão calorosamente pronunciadas nos discursos e tercei, por não corresponder, na prática, com o tom da esperança que perpassou pela mente e consciência dos cidadãos de bem da segurança pública, os quais concederam seus votos e até fizeram campanha, quebrando o protocolo da rigidez militar, torceram mais do que ninguém pelas mudanças.

Lemos também o relato indignado de um oficial, denominado "Capitão Mano", encaminhado ao radialista Gilmar Carvalho, que retrata a revolta de uma corporação com a atual política remuneratória da segurança pública; oficializou-se no Estado de Sergipe a política de desintegração, ou seja, uma política reconhecidamente prestigiada e a outra vilipendiada e desrespeitada, o pior é que a política prestigiada é a que fez greve, piquete, fechou delegacias, queimou pneu em via pública, a outra é a que faz a prevenção nas comunidades, a que toma conta dos estabelecimento penais, a que prende os marginais e apreende drogas, armas, a que protege o cidadão nos eventos: pré-caju, forró-caju e tantos outros eventos na capital e no interior, ficam ao DEUS DARÁ ...

Entra o terceiro ano da "nova administração" e a segurança pública é o assunto que mais preocupa o sergipano: assaltos diversos, roubo de gado, homicídios, morte de policiais, fugas corrupção, violência policial, desvios de finalidade. Aonde vamos parar? O que se passa na segurança pública sergipana? Por isso, entendo muito bem porque o "Capitão Mano" disse em seu relato que é um "policial militar e não um babaca", muito pelo contrário, trata-se de um policial militar brilhante, aprovado duas vezes no concurso para o acesso ao Curso de Formação de Oficiais, sempre entre os primeiros lugares e pós-graduado pela UFS, sendo um dos destaques da turma.

Entendemos que a política da integração entre as polícias do Estado de Sergipe, foi equivocadamente desconstituída pela insensibilidade da mesa de negociação, pela falta de acompanhamento e vulnerabilidade do Secretário de Segurança Pública, pela existência de padrinhos dentro da equipe do Governo que quer ser simpático a uma e a outra instituição sem ter as visões integradoras, sistêmicas e holísticas da segurança pública e por fim, pela desconfiança que reina na atual administração que só dá ouvido a dois ou três assessores que querem ser a "menina dos olhos" do chefe, agradáveis e convenientes.

ENQUANTO ISSO NA HORA DO RANCHO


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

PM NÃO TEME AMEAÇAS E DIZ QUE COBRA PROMESSAS DE DÉDA

“Queremos que o governador Marcelo Déda use a Lei sim. Mas que a utilize para garantir melhores condições de trabalho aos policiais militares de Sergipe e para garantir segurança pública à sociedade. Nossa reivindicação por melhores salários não tem cunho político, como alega o governador, estamos apenas cobrando o que Déda nos prometeu em campanha". A afirmação do sargento Vieira, da Polícia Militar (PM) e presidente da Associação Beneficente dos Servidores Militares, reflete o clima tenso entre a PM e o governo do Estado. O conflito foi instalado após o governador Marcelo Déda (PT) declarar, na manhã da última segunda-feira,19, que se necessário usaria a Lei para questionar o comportamento de alguns oficiais militares.

De acordo com sargento Vieira, o governador fala em integração entre a polícia civil e militar, mas separa os policiais. "Não recebemos reajuste salarial, como os civis. A sigla do PT deveria significar 'pobre dos trabalhadores', porque o salário que recebemos é uma vergonha", critica. O sargento disse ainda que a baixa remuneração dos policiais - o salário base de um PM é cerca de R$ 1 mil - acarreta em um serviço de segurança deficiente. "Precisamos de segurança para proporcionar segurança às pessoas. Como podemos sustentar nossa família com esse salário? Queremos uma vida digna para nossos filhos", completa.

Na opinião do sargento Cerqueira, da PM, as associações representativas dos militares não estão pressionando o governo, e sim lutando por melhores condições de trabalho. "A PM trabalha na rua, é preventiva e ostensiva. Estamos em contato diário com a comunidade. Os policiais civis merecem bons salários, e nós também. Fazemos política de classe, não temos interesses eleitoreiros", disse.

O sargento Cerqueira informa ainda que no próximo dia 29, deste mês, todas as associações militares estarão reunidas para discutir a equiparação salarial. A assembleia geral será realizada no auditório do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, às 14:00 horas.

Fonte: Jornal Correio de Sergipe

MARCELO DÉDA AMEAÇA USAR A LEI CONTRA POLICIAIS MILITARES

"Eu não aceito o comportamento de alguns policiais, inclusive de oficiais que sabem que a lei existe e eu vou usar da lei se for necessário, eu não vou vacilar nenhum segundo, porque tenho dever com a Polícia Militar e com a sociedade". A declaração acima é do governador Marcelo Déda (PT), na manhã desta segunda-feira, no Palácio de Despachos, quando da visita oficial do ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, em resposta aos questionamentos da imprensa sobre as reivindicações da Polícia Militar, que almeja mais igualdade de salários em relação aos da Polícia Civil. O governador disse que entende a situação com naturalidade, mas discorda de algumas lideranças que, segundo ele, têm interesses e projetos políticos por trás destas manifestações. Para Marcelo Déda está havendo radicalização por parte de alguns militares que querem colocar a polícia contra o governo. "Quem está pensando que vai construir o ódio, desídia e a divisão entre o governador e a polícia, vai quebrar a cara", ameaçou. O chefe do executivo estadual fez questão de frisar que confia na maioria dos profissionais que compõem a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, e que isso já foi demonstrado quando ele colocou pessoas da própria corporação para assumir cargos de comando. "Eu tenho certeza de que praticamente todos que formam a Polícia Militar compreendem o nosso esforço, e que esta minoria que quer fazer política e ganhar em cima da crise e de conflito, não vai ter sucesso", reforçou. Marcelo Déda justificou que está fazendo somente aquilo que tem condições, que vai cumprir o acordo que construiu com a Polícia Militar no ano passado e que, até o dia 30 de janeiro, todos os militares devem receber um reajuste de 10%. "Ao longo destes dois anos de governo nós construímos uma relação de confiança com a Polícia Militar e vamos continuar trabalhando para recuperar a Polícia e dignificar os profissionais de segurança", concluiu.

Fonte: Jornal Correio de Sergipe

CAPITÃO MANO ESCREVE: “COMANDANTE, TEMOS VERGONHA NA CARA E NÃO PRECISAMOS DE MIGALHAS”

No dia 16 de janeiro, o Comandante Geral da PMSE, através de Boletim Geral Interno (BGO), convocou todos os oficiais da Corporação para participar de uma reunião no auditório do Quartel Central Geral (QCG). Antecipadamente foi especificado nesse BGO que o encontro trataria sobre assuntos de interesse de todos.

Diante da "convocação", às 8h daquela manhã de sexta-feira, em um auditório com espaço suficiente para receber confortavelmente uma média de 140 pessoas, todos os oficiais se fizeram presentes, o que totaliza cerca de 300 pessoas.

No auditório, então, oficiais em pé, alguns sentados, outros saindo pelas portas, uniformes impecáveis, barbas feitas, sapatos engraxados e coturnos refletindo imagem de espelho. Todos, impreterivelmente, prontos e ansiosos para receber as informações que seriam prestadas.

Iniciada a reunião, o Comandante Geral felicitou a entrada do Novo Ano, e imediatamente começou a tratar dos principais assuntos. O primeiro tema abordou a questão da COMPÃO, empresa que fornecia pão à Polícia Militar na época em que o Excelentíssimo Sr. Comandante Geral, Coronel PM Alberto Magno, trabalhava na Companhia de Policiamento Rodoviária Estadual (CPRv), o que em rápidos cálculos deve ter uns 15 anos. E que, segundo este, os proprietários são amigos de longa data e estão guardados do lado esquerdo do peito, dentro do coração (assim falava a Canção que na América se ouviu).

Ressaltamos neste espaço que é de suma importância informar aos Manos para que tenham conhecimento que a referida empresa era de propriedade da Família Oliveira, tendo Fabiano Oliveira como um dos membros, sendo este, atualmente, responsável pela organização de Eventos na Orla de Atalaia, como os que já foram citados em texto anterior, por exemplo: o Show de Jamil, Chiclete com Banana e Asa de Águia, dentre outros. Nobres leitores, perceberam então por que as nossas denúncias de parcerias Público-Privadas na PMSE não foram levadas à frente?

O segundo tópico abordou a questão da lealdade. Primeiramente o Senhor Comandante fez referência à dedicação exclusiva do policial em relação a Polícia Militar especificando que a questão dos ditos BICOS praticados pelos policiais tratavam-se de uma situação de caráter individual. Além disso, informou também que possui um BICO e que goza de tranqüilidade em sua vida financeira, uma vez que possui o salário da Polícia Militar e uma renda extra, proveniente de seu BICO.

Para pôr fim à reunião, informou que a Polícia Militar terá um camarote no Pré-Caju e que alguns convites serão sorteados para os oficiais.

Queremos confessar Senhor Comandante que temos vergonha na cara e não precisamos de migalhas!

Já o Senhor Subcomandante Geral da PMSE, Coronel PM João Ribeiro de Oliveira, ressaltou a questão da lealdade e ordenou que os oficiais deverão informar às praças da corporação o motivo pelo qual não houve promoção em Dezembro de 2008.

Para se entender a questão da promoção de praças, em breve resumo, explicamos: A Polícia Militar criou Batalhões e Companhias fantasmas, ou seja, unidades como o 8º Batalhão de Polícia (8ºBPM), Batalhão de Trânsito (BPTran), Companhia de Ribeirópolis, e outras, mediante portaria do Comandante Geral. Ostensivamente, de fato, eles são visíveis, entretanto, não possuem previsão legal, e conseqüentemente, os cargos e funções criados, por carecerem de legalidade, não existem.

A PMSE, utilizando-se do seu poder hierárquico e disciplinador, obriga policiais militares a trabalhar ilegalmente nos citados órgãos e, no momento em que estes barnabés vêm requerer o reconhecimento do seu direito à promoção com base em dados fáticos devidamente reconhecidos, têm seu pleito negado, e ainda por cima, estes Manos oficiais têm que justificar.

Porém entendemos que não. Não saberemos justificar tamanha imoralidade. Se o Excelentíssimo Senhor assim souber fazer e tiver a devida coragem, fique à vontade para explicar!

Lembramos ainda ao Senhor Subcomandante Geral que somente o poder legislativo está autorizado a criar cargos ou funções que impliquem em aumento de despesa pública, ou seja, Deputados Estaduais no âmbito Estadual e Deputados Federais e Senadores em relação à Federação.

Com todo o respeito, Excelentíssimo Senhor Comandante, esperamos que na próxima reunião de oficiais os temas a serem tratados tenham maior amplitude de interesses e relevância para a Corporação, fatores que não vislumbramos no teor do que fora tratado no último dia 16.

QUE DEUS NOS AJUDE E OLHE POR NÓS!

Fonte: site nenoticias

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

E O QUE É ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO?

É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.

Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o ’pacto da tolerância e do silêncio’ no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, ’perdendo’ sua auto-estima.

Em resumo: um ato isolado de humilhação não é assédio moral. Este, pressupõe:
1 - repetição sistemática
2 - intencionalidade (forçar o outro a abrir mão do emprego)
3 - direcionalidade (uma pessoa do grupo é escolhida como bode expiatório)
4 - temporalidade (durante a jornada, por dias e meses)
5 - degradação deliberada das condições de trabalho

Entretanto, quer seja um ato ou a repetição deste ato, devemos combater firmemente por constituir uma violência psicológica, causando danos à saúde física e mental, não somente daquele que é excluído, mas de todo o coletivo que testemunha esses atos.

O desabrochar do individualismo reafirma o perfil do ’novo’ trabalhador: ’autônomo, flexível’, capaz, competitivo, criativo, agressivo, qualificado e empregável. Estas habilidades o qualificam para a demanda do mercado que procura a excelência e saúde perfeita. Estar ’apto’ significa responsabilizar os trabalhadores pela formação/qualificação e culpabilizá-los pelo desemprego, aumento da pobreza urbana e miséria, desfocando a realidade e impondo aos trabalhadores um sofrimento perverso.

A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental*, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho.

A violência moral no trabalho constitui um fenômeno internacional segundo levantamento recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) com diversos paises desenvolvidos. A pesquisa aponta para distúrbios da saúde mental relacionado com as condições de trabalho em países como Finlândia, Alemanha, Reino Unido, Polônia e Estados Unidos. As perspectivas são sombrias para as duas próximas décadas, pois segundo a OIT e Organização Mundial da Saúde, estas serão as décadas do ’mal estar na globalização", onde predominará depressões, angustias e outros danos psíquicos, relacionados com as novas políticas de gestão na organização de trabalho e que estão vinculadas as políticas neoliberais.

A SEGURANÇA PÚBLICA E SEUS EQUÍVOCOS


Tenho acompanhado uma série de denúncias desencadeadas por policiais militares acerca da paradoxa política de vencimentos remuneratórios das polícias militar e civil do estado. Lamentavelmente, o governo do estado que anda alardeando por todos os cantos que quer ser reconhecido como o governo que mais fez pela polícia militar, errou grosseiramente:

Primeiro, porque fala sempre de uma segurança pública integrada e age de forma a distanciar em todos os aspectos as duas polícias; segundo nomeia um secretário de segurança pública que, é um delegado, portanto, um policial civil federal, não enxerga a importância do trabalho desenvolvido pela corporação militar, além de não ter assumido a discussão da política salarial das duas polícias, fechou os olhos e conduziu a segurança pública a reboque sem efetivamente se envolver com as mudanças tão calorosamente pronunciadas nos discursos e terceiro, por não corresponder, na prática com o tom da esperança que perpassou pela mente e consciência dos cidadãos de bem da segurança pública, os quais concederam seus votos e até fizeram campanha, quebrando o protocolo da rigidez militar, torceram mais do que ninguém pelas mudanças.

Li também o relato indignado de um oficial, denominado “Capitão Mano”, encaminhando ao radialista Gilmar Carvalho, que retrata a revolta de uma corporação com a atual política remuneratória da segurança pública; oficializou-se no estado de Sergipe a política da desintegração, ou seja, uma política reconhecidamente prestigiada e a outra vilipendiada e desrespeitada, o pior é que a política prestigiada é a que fez greve, piquete, fechou delegacias, queimou pneus em via pública, a outra é a que faz a prevenção nas comunidades, a que toma conta dos estabelecimentos penais, a que prende os marginais e apreende drogas, armas, a que protege o cidadão nos eventos: Pré-caju, Forró-caju e tantos outros eventos na capital e no interior, ficaram ao DEUS DARÁ...

Entra o terceiro ano da “nova administração” e segurança pública é o assunto que mais preocupa o sergipano: assaltos diversos, roubo de gado, homicídios, mortes de policiais, fugas, corrupção, violência policial, desvios de finalidade.Aonde vamos parar? O que se passa na segurança pública sergipana? Por isso, entendo muito bem porque o “Capitão Mano” disse em seu relato que é um policial militar e não um babaca, muito pelo contrário, trata-se de um policial militar brilhante, aprovado duas vezes no CFO, sempre entre os primeiros lugares e pós-graduado pela UFS e sendo um dos destaques da turma.

Assim, a política da integração entre as polícias do estado de Sergipe foi equivocadamente desconstruida pela insensibilidade da mesa de negociação, pela falta de acompanhamento e vulnerabilidade do secretário de segurança pública, pela existência de padrinhos dentro da equipe do governo que quer ser simpático a uma ou outra instituição sem ter as visões integradoras, sistêmicas e holísticas da segurança pública e por fim pela desconfiança que reina na atual administração que só dá ouvido a dois ou três assessores que querem ser a “menina dos olhos” do chefe, agradáveis e convenientes.

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA ABRE 150 MIL VAGAS PARA CURSO DE SEGURANÇA A DISTÂNCIA

A partir do dia 26 de janeiro a 2 de fevereiro, estarão abertas as inscrições para os primeiros cursos a distância de 2009. Policiais federais, rodoviários federais, civis, militares, bombeiros, agentes penitenciários e guardas municipais poderão se inscrever diretamente no site do Ministério da Justiça - www.mj.gov.br/ead.

Serão ofertadas 150 mil vagas e disponibilizados 35 cursos. Entre as propostas inovadoras da Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública - Renaesp - estão o Uso Progressivo da Força, Segurança Pública sem Homofobia e Polícia Comunitária.

Os alunos, mesmo a distância, contarão com a ajuda de tutores, para tirar dúvidas, estipular tarefas e avaliar os trabalhos produzidos. Os policiais que não têm acesso à internet terão à disposição 210 telecentros instalados nos estados. As aulas começam no dia 26 de fevereiro e devem terminar no dia 30 de março para os cursos de 40h; e no dia 13 de abril para a carga horária de 60h.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

ABSMSE REALIZOU PROTESTO NO ÚLTIMO DIA 05, CONTRA A CARGA HORÁRIA EXCESSIVA E BAIXOS SALÁRIOS


Os Policias Militares de Sergipe realizaram um protesto no último dia 5, na praça Fausto Cardoso, centro da capital, das 8 às 17h, com o intuito de chamar a atenção da população para o que chamam de “escravidão”. Eles reclamam das cargas horárias excessivas e baixa remuneração. Devido aos baixos salários, muitos policias trabalham prestando serviços terceirizados, muitas vezes se expondo a riscos.

Em uma manifestação semelhante, realizada nos arcos da praia de Atalaia, no dia 1º de janeiro, os policias puseram cruzes para representar os militares mortos enquanto faziam “bicos”. O caso mais notório ocorrido em 2008 foi o da morte dos dois PMs que faziam a segurança particular de um restaurante no povoado Calumbi em Nossa Senhora do Socorro em novembro. Eles foram friamente assassinados por assaltantes. Os polciais devem repetir o ato no protesto da segunda.

O gestor da Caixa Beneficente e Associação de Policiais Militares, entidade responsável pela manifestação, sargento Jorge Vieira, afirma que 70% dos policiais mortos em 2008 estavam fazendo “bicos”. Ele denuncia ainda que os policias responsáveis pela fuga de Floro Calheiros, ocorrida há duas semanas, trabalhavam 36 horas seguidas sem descanso.