segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

CANTOR ANDRÉ LELIS É PRESO EM ARACAJU E SOLTO AO PRESTAR DEPOIMENTO À POLÍCIA.

Depois de prestar declarações ao delegado plantonista, Washington Okada, na madrugada desta segunda-feira (28), o cantor André Lelis, foi liberado pela Polícia Civil, mas só retorna a Salvador à tarde depois de ser ouvido pela Delegacia de Turismo, para onde o inquérito foi enviado.

O titular da Delegacia de Turismo, Gilberto Passos, vai ouvir depoimento de todos os envolvidos no incidente que ocorreu ontem durante a lavagem da casa de show Subúrbia, ionde André Lelis desceu preso do trio elétrico, em show para aproximadamente três mil pessoas.

Já foram ouvidos o aspirante PM Igor Alves e o PM Soares, da Polícia Ambiental, autores da prisão do cantor. Todos serão intimados pelo delegado Gilberto Passos a depor na Delegacia de Turismo, que será a responsável pelo inquérito. O cantor André Lelis foi ouvido por vol das 02:30 horas da madrugada desta terça-feira pelo delegado plantonista e logo depois liberado, porque não foi comprovado algum tipo de crime, que justificasse sua detenção pelos Policiais.
Segundo informação do pessoal ligado ao cantor e de promotores do evento, André Lelis entrará com um processo contra o aspirante Igor Alves, por abuso de autoridade. Na plantonista, a reportagem do Faxaju Online, que acompanhou todos os fatos, conversou com o aspirante Igor Alves e ouviu: “não posso dar entrevistas. Quem deve tratar do assunto é o comandante da PM ou a assessoria de imprensa”.

O fato - O cantor baiano André Lélis foi preso na noite deste domingo (27), quando cantava durante a festa da lavarem do Subúrbia, casa de show localizada na Coroa do Meio, por volta das 22 horas, depois que soldados da Radio Patrulha invadiram o local e determinaram a redução do som do trio elétrico Fofinho, que hoje deve seguir para tocar no carnaval do Piauí.

Com a determinação da Polícia de parar o show, mesmo depois de ter baixado o som, o cantor André Lelis anunciou ao público que estava terminando o show por ordem da Polícia”. E lamentou: “a festa está tão bonita, em Salvador não acontece isso”. Ao ouvir a palavras do cantor, o aspirante PM Igor Alves, que estava como oficial de operação, e o policial Soares, da Polícia ambiental, deram voz de prisão a André Lélis e o obrigaram a descer do trio.

Houve um princípio de tumulto e muita gente subiu no trio. O policial queria que ele descesse pelo fundo, mas o cantor desceu pela frente e, passando por uma multidão de aproximadamente três mil pessoas, os policiais foram vaiados por jovens que participavam da festa.

Na delegacia plantonista, para onde foi levado, duas versões foram dadas como motivo da prisão: desacato à autoridade, insuflar a população contra as autoridades policiais e desobediência a uma determinação policial. O delegado de plantão, Washington Okada, ouviu o depoimento do aspirante Igor, do policial Soares e do cantor André Lelis, liberando-o logo em seguida.

Acabar a festa – Gustavo Paixão, um dos organizadores do evento, acompanhou tudo na Delegacia Plantonista e disse que a intenção era acabar a festa. Paixão contou, ainda que assim que os policiais chegaram o som foi baixado, sem que tivesse havido algum pedido e muito menos uma conversa.

Um dos proprietários da casa de show Subúrbia, Alexandre Souza, disse que não houve notificação do pelotão ambiental. “Os policiais estavam armados, inclusive com metralhadoras, o que foi um risco, já que havia uma multidão de jovens participando da festa”.

Segundo um advogado que estava na festa, mais de 30 policiais fortemente armados chegaram ao local e agiram com truculência: “não houve nenhum crime que justificasse a ação”, disse. Os organizadores da festa disseram que todos os vizinhos foram consultados sobre a lavagem do subúrbio e concordaram com o evento. Uma senhora grávida aceitou ser hospedada em um hotel da orla, para não ser incomodada pelo barulho.

Segundo ainda os responsáveis pela festa, um fiscal da Emsurb estava no local e seu aparelho mostrava que os decibéis eram compatíveis com o horário.

A Polícia diz que recebeu uma determinação do Ciosp para enviar uma patrulha ao local, mas a pessoa que telefonou não se identificou. Várias pessoas estavam na Delegacia Plantonista. Ouviram de um soldado da PM: “se fosse um pé de chinelo não tinha ninguém aqui”.

Fonte: Faxaju

2 comentários:

Anônimo disse...

Infelizmente é palavra de um advogado e de um del.contra a voz de dois infelizes PM´s,que no frigir dos ovos os PM´s estão f.....!é a cara da nossa sociedade solicita anonimamente a presença policial,e no final todo mundo sai por bonzinho e os PM´s.....

Anônimo disse...

Irmãos policiais, deixem o "pau quebrar"!
Deixem a sociedade pegar fogo!
Os políticos e a própria sociedade só entendem o valor dos policiais quando ela lhes falta!
Sem polícia não há organização, sem isso não há sociedade, sem isso não há democracia, sem isso há o caos!