quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

MAJOR ADRIANO DÁ NOTA 5 AO GOVERNO MARCELO DÉDA.

O major Adriano Reis, presidente da Associação dos Oficiais Militares de Sergipe, voltou a defender a saída do deputado Gilmar Carvalho da Assembléia Legislativa. O oficial afirmou que a vaga do deputado Zeca da Silva, empossado secretário da Indústria e Comércio, deve ser ocupada pelo suplente do partido, Vitor Mandarino (PSC) e não por Gilmar Carvalho (PR).

Na entrevista que concedeu ao Jornal da Manhã da emissora FM Jovem Pan, capitão Adriano criticou o deputado, afirmando que em todos os mandatos que exerceu não apresentou um projeto que beneficiasse a sociedade, e em particular o policial militar sergipano. “A gente está buscando legalmente um meio jurídico para evitar que este cidadão venha mais uma vez se locupletar da Assembléia Legislativa. Até o presente momento desde quando ele vem exercendo a sua legislatura não deu contribuição alguma, pelo menos para a Polícia Militar do estado de Sergipe”, salientou.

Major Adriano classificou o deputado de irresponsável por ele ter chamado a Polícia Militar de preguiçosa. Adriano lamentou a afirmação do parlamentar. “Um absurdo. Foi perigoso acordar na sesta-feira para ouvir um rádio, caso alguém tivesse a opção de ouvir a desse cidadão, que começou uma verborragia desnecessária e irresponsável”, disse.

Campanha difamatória

O oficial da PM acusou o deputado de tentar gerenciar uma campanha para difamar o capitão Samuel. De acordo com ele, o posicionamento do deputado radialista se dá pelo fato dos PMS não terem o apoiado na disputa por uma vaga na Assembléia. “Eu não só atribuo a isso, mas a questão de ciúmes. O suplente de deputado desde a reprovação das urnas vem tentando gerenciar uma campanha contra o capitão Samuel, uma campanha desmerecendo o capitão, um ciúme exacerbado. A gente não reconhece, não entende que ele represente e nunca representou a categoria dos policiais militares. Ele quando deputado jamais apresentou nada que pudesse favorecer os policiais militares. Então na verdade, esse ciúme existe por conta dessa nossa reprovação, do nosso não apoio a Gilmar Carvalho”, denunciou o major alertando que não aceitará que nenhum deputado, em particular Gilmar, se intitule defensor da polícia. “O capital Samuel é o nosso representante. A população procure o deputado Samuel, não procure essas pessoas que querem só aparecer como Gilmar Carvalho. Não dê voz a uma pessoa que só está apenas com interesse político. Não vamos aceitar Gilmar Carvalho falar nem prol nem contra a Polícia Militar. E Gilmar Carvalho aguarde a Associação dos Policiais Oficiais que a gente não pára por aí”, alertou.

Fora do rádio

Durante a entrevista ao Jornal da Manhã, o major anunciou que vai realizar uma campanha para proibir que comunicadores (jornalista ou radialista) conduzam programas de entrevistas durante o seu mandato parlamentar. De acordo com Adriano, a medida fará com que radialistas não usem o rádio para se promoverem. “Então, quando um político, que não é só Gilmar, que tem acesso ao rádio e a televisão, usando isso para se locupletar politicamente, isso a gente condena taxativamente. Então a gente vai encampar essa campanha de que o político, o parlamentar, seja ele quem for não tenha mais o microfone na mão para se tentar fazer campanha antecipada. Para mim o TRE é omisso porque ele deveria toda vez que o cidadão tivesse falando sobre qualquer tema político deveria condená-lo porque estaria fazendo campanha p olítica. Vamos fazer isso. Na verdade nós já estamos implementando várias campanhas contra Gilmar Carvalho”, alertou.

Governo nota 5

Ele deu nota cinco ao governo Marcelo Deda e afirmou que o aumento concedido pelo governador aos policiais foi por conta da luta da categoria. “Pra mim, eu daria cinco e cinco arrastado. Se muito falou que ele valorizou o policial militar, mas valorizar não é só dinheiro. Mas a questão do nosso salário, do nosso aumento, foi muito bom, mas foi por conta nossa. Fomos nós que brigamos, até porque ele foi claro e disse que já deu o que tinha que dá, que não negocia. Ele fez o que já deveria ter feito, mas fez por nossa força. Então ele está muito a quem do que ele disse do que ia mudar. Espero que este ano ele abra os olhos pra carga horária, promoções e curso de habilitação para os policiais militares”, advertiu.

Procuradoria

O oficial também aproveitou a ocasião para criticar a Procuradoria Geral do Estado. Na opinião do policial, a Procuradoria tem prejudicado constantemente os policiais militares. “A gente tem que reestruturar, reordenar, reorganizar a estrutura da Polícia Militar. A gente já mandou diversos projetos, mas sempre esbarra na PGE. Essa Procuradoria Geral do Estado para mim não está para ajudar não, está para atrapalhar. Estar para emperrar o que eles consideram o que não vai surtir efeito imediato para o governo”, criticou.

Fonte: Faxaju

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