quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

MILITARES PARTEM PARA O ATAQUE CONTRA AS MALDADES PRATICADAS POR GILMAR CARVALHO.

Policiais militares ficaram revoltados com opinião do radialista que afirmou existir máfia fardada na PM e que PC trabalha mais que PM

A relação entre o deputado-sempre-suplente estadual Gilmar Carvalho, PR, e os policiais militares do Estado de Sergipe azedou de vez. E com razão. Na semana antepassada, em seu programa de rádio, Gilmar partiu para cima da Polícia Militar ao afirmar que 80% dos crimes elucidados dentro da Secretaria de Segurança Pública em Sergipe é de responsabilidade exclusiva da Polícia Civil, colocando a PM como preguiçosa.

Gilmar, que mistura e confunde posições de radialista com a de deputado suplente, disse ainda que dentro da Polícia Militar quem realmente trabalha são os soldados, cabos e sargentos e que existe uma máfia fardada dentro da corporação. Os militares se sentiram ofendidos e reagiram com veemência às afirmações. Para o presidente da Associação de Oficiais Militares do Estado de Sergipe - Assomise -, major Adriano Reis, as afirmações foram desastrosas, desleais, irresponsáveis.

"Foi uma notícia infundada e politiqueira. Ele não foi profissional. Foi infeliz, irresponsável e desdenhou da classe de oficiais quando afirmou que não trabalhamos", afirmou o major. O oficial assegurou que a Assomise vai entrar na Justiça contra o radialista. "Nós planejamos, coordenamos e gerenciamos pessoas e toda a organização policial militar. Por isso, estamos acionando judicialmente Gilmar Carvalho por danos morais", garantiu.

PALANQUE POLÍTICO

"Ele não é profissional e usa o rádio como palanque político". O major Adriano questiona ainda o fato do radialista ter afirmado que existe uma máfia dentro da PM. "Para mim, máfia é de bandido. Ele criminalizou parte do oficialato da PM. Ele levantou a hipótese de que o antigo comandante pode fazer parte desse grupo que quer boicotar o atual Comando. Não aceitamos isso e mais uma vez vamos tomar providências jurídicas", disse.

Em nota, a Assomise afirmou que a ação de Gilmar foi "impensada, irresponsável e, por que não dizer, nefasta, apoiada em achismos e repleta de interesses escusos e, assim sendo, repugnantes". A nota da Assomise vai além e questiona a popularidade de Gilmar Carvalho. "Em uma atitude irresponsável, o radialista Gilmar Carvalho tentou trazer as atenções para sua figura desgastada, utilizando-se de falácia inócua, agindo como falso arauto da moralidade, a fim de gerar clima de instabilidade dentro da tropa".

A Associação de Oficiais finaliza sua nota dando uma reprimenda no radialista. "Por estas e outras razões, a Assomise reafirma a sua posição contrária às falácias do radialista Gilmar Carvalho ou ação que resulte na ruptura deste clima de união e trabalho em favor do cidadão sergipano".

Para o sargento Jorge Vieira, gestor da Caixa Beneficente, não é justo o que foi dito contra os militares. "Não é correto utilizar um meio de comunicação e passar para a sociedade que os policiais militares não trabalham", afirmou Vieira. "Quem faz parte de máfia é bandido, então queremos saber quem é o bandido de quem tanto falam", cobra o sargento. "Hoje todos os militares têm seu representante legítimo que é o capitão Samuel. Então a quem interessa essa desunião de oficiais e praças?", questiona Vieira.

Fonte: Cinform (Flávio Viana)

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