quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

POLÍCIA MILITAR: EXPECTATIVAS E DESAFIOS.

Na noite da última terça-feira, 15, a sesquicentenária Polícia Militar do Estado de Sergipe recebeu novo comandante-geral que conduzirá o destino de aproximadamente 9 mil profissionais de segurança pública ativos e inativos espalhados por todos os rincões desta unidade federativa.

A família militar recepciona com braços abertos e grande expectativa o novo administrador da segurança preventiva do Estado. Harmônica e concordante com a renovação dos quadros da Polícia Militar, a sociedade espera novos dias e ideias em defesa do cidadão sergipano.

O ano de 2010 foi marcado pela pirotecnia da segurança pública: prisões televisivas, apreensões cinematográficas, matérias sensacionalistas, mídia sergipana recheada de conteúdo de pouco ou nenhum significado e o cidadão sergipano cada vez mais enclausurado no seu microambiente.

Do ponto de vista da participação popular, espera-se um fomento a novos diálogos com as comunidades, fortalecimento das ações dos conselhos de segurança comunitária e ressurreição das ações coletivas com a operacionalização do Gabinete de Gestão Integrada.

Olhando para a cultura organizacional, os enfrentamentos serão frequentes com embates ideológicos. Há necessidade da presença da liderança do novo comandante na condução dos processos de modernização da instituição. As associações de classe terão um papel fundamental. É preciso renunciar ao pessoal para fazer valer o coletivo.

É fato que os militares do Estado ganharam um aliado de peso. A vitória do deputado estadual capitão Samuel com mais de 43 mil votos tem uma importância crucial no processo de conscientização política da classe. É preciso que todos os militares do Estado se sintam representados, independente de se votou ou não, se pediu ou não voto. Afinal, o representante é da classe e o trabalho diz respeito a todos.

Todavia é muito prudente a contenção do entusiasmo. Sabe-se que as mudanças estruturantes na instituição não dependem tão-somente do comandante, porém a classe espera do líder da empresa esforços no sentido de se construir com diálogos e profissionalismo, modernização da legislação, estreitamento nas relações interpessoais, fortalecimento das ações preventivas, tratamento humano e respeitoso e dignidade profissional.

Assim, todos aguardam esperançosos novos ares, novas ideias, novos parâmetros, novas práticas e que tais renovações venham acompanhadas de compromisso social, respeito coletivo e gestão participativa.

Fonte: Cinform - texto escrito por José Péricles Menezes de Oliveira que é coronel e foi comandante geral da PMSE por duas vezes. Gestor licenciado da Caixa Beneficente dos Servidores Militares de Sergipe.

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