segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

SALVADOR TERÁ BASE POLICIAL NOS MOLDES DAS UPPs.

Nordeste da Amaralina será a primeira das 164 previstas em até cinco anos. Secretário disse que 50 bases serão implementadas até 2012 na Bahia.

A cidade de Salvador deve receber, até o fim deste ano, a primeira Base Comunitária de Segurança, versão baiana para as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), implementadas no Rio de Janeiro desde o ano passado. O mesmo modelo foi usado, em novembro de 2010, durante a ocupação do Complexo do Alemão. O bairro escolhido na capital baiana é o Nordeste da Amaralina, que tem ação marcante de traficantes, segundo informações de Maurício Barbosa, secretário de Segurança Pública da Bahia.

Neste fim de semana, José Mariano Beltrame, secretário de segurança do Rio, disse que a estratégia de combate aos criminosos poderia ser "exportada". "Daqui podemos levar essas ações para outros estados e, quem sabe, diminuir o índice de criminalidade, que não é só o carioca que quer, é todo o Brasil que quer", afirmou.

Barbosa explicou que a parceria com o governo Federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Pronasci, prevê a instalação de 162 UPPs baianas no estado. "Isso vai acontecer ao longo de quatro a cinco anos. Seguindo o exemplo do Rio de Janeiro, através dos bens sucedidos programas de segurança lá aplicados, como também os desenvolvidos na Colômbia e em São Paulo."

O secretário da Bahia disse que, inicialmente, a instalação das UPPs baianas faz parte da necessidade de um programa de governo na área de segurança, o "Pacto pela vida". "A política vai convergir as ações de segurança, de policiamento ostensivo e preventivo da Polícia Militar, principalmente no que se refere ao policiamento comunitário. A presença será feita nas localidades mais vulneráveis ao trabalho de traficantes."

A escolha do bairro

A definição dos pontos onde serão instaladas a primeiras bases na Bahia foi feita através de um diagnóstico do departamento de inteligência da polícia baiana, principalmente no que se refere ao índice de homicídios e pontos onde atuam quadrilhas de tráfico de drogas em Salvador e na Bahia. "Temos 34 pontos mais quentes, considerados principais, no interior e na capital. Estabelecemos um cronograma de ação e agora precisamos do retorno do governo Federal para começarmos a atuar."

Segundo o secretário, o Bairro Nordeste da Amaralina se encaixa na estratégia de combate ao crime pelo alto índice de homicídios e bases permanentes de traficantes. "O segundo quesito é o que mais se enquadra com o Nordeste [da Amaralina]."

Fonte: G1

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