quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

SEM TELEFONE E COM JANELA PROTEGIDA POR PAPELÃO: É UMA DELEGACIA DO INTERIOR.

Delegacia sem telefone e sem Internet e a janela protegida por papelão. Um delegado e dois policiais militares responsáveis pela segurança em Japoatã. Esse é o retrato da segurança publica no interior do estado de Sergipe.

O delegado de policia de Japoatã, Leógenes Correa, que também é responsável pela delegacia de São Francisco, denunciou a precariedade em que se encontra a delegacia que trabalha e a falta de efetivo policial civil, para fazer o serviço de investigação, alem de apenas dois policiais militares para fazer o trabalho ostensivo.

Leógenes contou em detalhes a real situação que se encontra a delegacia onde trabalha, afirmando que não há agente civil, que seria para efetuar investigação e que apenas dois policiais militares fazem o trabalho ostensivo em todo o município. “Aqui só tem eu e mais dois policiais militares, já que o agente que tinha aqui ficou doente em janeiro e ainda não retornou”, contou ele.

Apenas dois PMs são responsáveis pela segurança naquele municipio, porem nesta quinta-feira (24), Japoatã conta apenas com os serviços do delegado e de um PM, já que o outro está de licença médica.

Alem da falta de efetivo, o delegado contou ainda que a delegacia não tem telefone e nem Internet, o que dificulta o registro das denuncias e também as ouvidas, já que é preciso fazer os boletins de ocorrências. Alem disso, segundo Leógenes, as prisões são feitas apenas nos casos de flagrante, já que não há quem faça o serviço de investigação. Uma outra situação contada pelo delegado, é que a situação não é diferente em São Francisco, onde lá ele também responde pela delegacia.

Nenhum tipo de investigação é realizada em Japoatã, por falta de agente civil. “Todas as denuncias que chegam até mim eu registro e estou aguardando um agente para que eu possa determinar a investigação, porem no momento tudo que eu posso fazer é registrar e aguardar providencias para que mande um agente para o nosso município”, explicou o delegado.

“Alem de não termos telefone, não temos Internet e a situação lá complica ainda mais, pois a janela da delegacia é protegida por um papelão. Isso tudo já foi comunicado a SSP e agora estamos aguardando que possa ser resolvida essa situação”, disse Leógenes.

Para o gestores da Caixa Beneficente dos Servidores Militares do Estado de Sergipe (ABSMSE), sargentos Jorge Vieira e Edgard Menezes, toda essa situação já foi constatada e documentada pela associação, tendo inclusive esse relatório sido entregue ao comando geral, à época. “Nós fizemos um levantamento das delegacias do interior de nosso estado e a situação em que se encontra a de Japoatã, não é diferente das outras. Só que esse relatório acabou custando para mim e para o Edgard, um IPM”, contou Vieira.

O gestor disse também que foi apresentado diversas sugestões para corrigir, segundo Vieira, “um equivoco de gestão”. “É preciso tirar os PMs das repartições e coloca-los nas ruas. Outra coisa, na baia onde fica os cavalos da PM, quem cuida la são PMs, e isso deveria ser feito por uma empresa terceirizada e com isso esses PMs estariam na rua fazendo a segurança da população”, defendeu Vieira.

Uma outra situação defendida pelos gestores, “é a Ação Civil Pública que obrigava o estado a tirar os PMs das delegacias para fazerem o trabalho preventivo, porem o governo contestou e a situação continua a mesma, como contou ai o delegado Leógenes”, explicou sargento Edgard.

A entrevista do delegado foi concedida ao radialista Evenilson Santana, no programa Liberdade Noticias Segunda Edição, nesta quarta-feira.

Fonte: Faxaju (Munir Darrage

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