terça-feira, 15 de março de 2011

DEPUTADO CAPITÃO SAMUEL QUESTIONA TRATAMENTO DADO PELA SSP AOS POLICIAIS MILITARES.

Em seu pronunciamento realizado no pequeno expediente da sessão desta segunda-feira, dia 11, o deputado estadual Capitão Samuel (PSL) fez referência a duas notas publicadas pelo jornalista Cláudio Nunes, no último dia 12, intituladas “Trabalho Integrado das Polícias I e II”, em que ele cita o episódio da prisão do acusado pelo assassinato do sobrinho do deputado federal e ex-boxeador Acelino “Popó” Freitas e menciona o trabalho realizado pela Polícia Militar. O deputado Capitão Samuel aplaudiu o relato verídico e sensato do jornalista que dividiu “louros” com a Polícia Civil e ainda relatou os problemas vivenciados pela Segurança Pública no interior, quando enfatiza a falta de delegados e policiais civis em delegacias e divulga a presença de policiais militares 24 horas por dia nos municípios sergipanos.

O deputado disse que fica preocupado com a forma como a Secretaria de Segurança Pública (SSP) está fazendo as divulgações, segundo ele, fazendo marketing da secretaria. Ele questionou a priorização apenas da atuação dos delegados de polícia, o qual o secretário é um, e o desmerecimento dos outros. “O que vi em Itabaianhinha basicamente foi isso. Foi uma delegacia fechada, que não tinha delegado, que só chegou na quinta-feira e não na quarta-feira de Cinzas e que só ficou sabendo depois através do trabalho realizado pelos PMs. Mas, infelizmente, na hora de se divulgar parece que a instituição Polícia Militar não existe”, desabafou.

Capitão Samuel disse que embora os policiais militares tenham trabalhado 24 horas durante o Carnaval naquele município, tenham colhido as primeiras informações sobre quem tinha cometido o delito e na busca dessas informações pressionou a família de tal forma que ela chegou a dizer ao delegado na quinta-feira que iria entregar o jovem suspeito de ter cometido o crime, juntamente com o advogado, à polícia, na hora da entrevista coletiva sobre o esclarecimento do caso o trabalho dos PMs foi de certa forma esquecido.

“Por incrível que pareça, depois de a pessoa se entregar daquela forma volta a entrevista com o delegado e simplesmente parece que ele fez uma investigação e a Polícia Militar nem existiu naquele caso. O que é realmente o contrário. O que não existiu foi um trabalho investigativo, porque não precisou ser feito, porque foi realizado pela Polícia Militar”, informou o deputado. Capitão Samuel disse que isso tem acontecido todos os dias nos municipios do interior do Estado. “Somos poucos, é verdade, porque às vezes há apenas dois policiais por cidade, é preciso aumentar o efetivo. Agora, esses poucos estão fazendo de tudo para melhorar a segurança nesses municípios”, disse.

O parlamentar disse que não deve ser relegado o trabalho dos militares, porque eles não relegam o dos delegados da Polícia Civil. “Mas os homens que fazem o trabalho e na hora de se divulgar eles não serem nem citados dá a entender que algo está errado. Quero deixar aqui a indignação da categoria e espero que a SSP, quando for apresentar quem realmente trabalhou para fazer aquele ato, que se apresente a instituição correta e não engrandecer apenas um e diminuir outro, mesmo sendo esse o que trabalhou”, concluiu.

Fonte: Alese

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