sexta-feira, 4 de março de 2011

GESTOR DA ABSMSE DIZ QUE "GOVERNADOR PODE SE IGUALAR A PRINCESA ISABEL".

A falta de definição sobre a carga horária dos policiais militares e bombeiros militares do estado de Sergipe, pode trazer de volta as manifestações da classe, com passeatas e mobilizações na capital.

A situação vai se complicar ainda mais, já que o Supremo julgou inconstitucional a definição da hora extra, porque o militares não tem definido a carga horária, daí não se pode definir quantas “horas extras” são feitas.

Para os gestores da Associação beneficente dos Servidores Militares de Sergipe (ABSMSE), sargentos Jorge Vieira e Edgard Menezes, é preciso definir de imediato essa situação já que, segundo eles, os policiais estão “sendo massacrados e escravizados”.

Para Jorge Vieira, o pagamento das gratificações (GRAE), é uma maneira de “maquiar” a situação e dessa maneira fazer com que os PMs e BMs, trabalhem acima de suas condições humanas. “É preciso definir de vez isso e mudar essa situação esdrúxula que impuseram aos policiais e bombeiros militares. Nós estamos sendo escravizados e isso é ruim para a sociedade, pois o homem trabalhador anda estressado e exaurido”, explicou o gestor, na manha de hoje em entrevista ao radialista George Magalhães no programa Liberdade sem Censura.

Vieira explica que essa situação está sendo tratada de forma equivocada e segundo ele, a Assembléia Legislativa não pode apresentar um projeto de lei. “Isso tem que ser feito através de uma indicação parlamentar, como fez o nosso deputados estadual capitão Samuel Barreto e daí para ser resolvido, basta que o governador aceite a indicação do capitão Samuel transformando-a em Lei.”, explicou Jorge.

O gestor diz que o governador Marcelo Deda pode se igualar a princesa Isabel, ao definir a carga horária dos militares. “Tudo está nas mãos do governador. Ele tem a caneta. Só ele pode resolver a nossa situação e definir a nossa carga horária inclusive nós demos entrada, através de nosso deputado, com um indicaçao para 30 horas semanais, como é o caso dos médicos militares. Afinal eles também são policiais”, disse Vieira.

Vieira e Edgard, alertam ainda que, caso não se resolva a situação da carga horária, os PMs e BMs, voltarão às ruas onde farão manifestações para chamar a atenção das autoridades e pedir apoio da sociedade. Os gestores dizem que os militares estão trabalhando no limite de suas forças e por isso, há segundo eles, risco tanto para os militares como para a sociedade, por conta do estresse em que se encontra o homem que vai as ruas trabalhar. “Caso não se resolva a situação da carga horária, este governo entrará para historia como um governo conservador e escravocrata, assim como os seus antecessores”, desabafou o gestor.

Fonte:  Faxaju (Munir Darrage)

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