quinta-feira, 10 de março de 2011

PM DIZ QUE FOI "ESCRAVIZADO" NO CARNAVAL.

Um policial militar que trabalhou no carnaval de Neópolis, fez um desabafo através de um e-mail enviado à redação do FAXAJU. Segundo conta o PM, a escala de trabalho teve 15 horas.

Veja o que diz o desabafo do PM:

Às dezessete horas do dia 04 de Março (sexta feira), do corrente ano, apresentei-me para a escala extra-ordinária conforme a “escala de serviço 002/2011” no CFAP – Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças. O que, aparentemente seria mais um dia em que iria cumprir o serviço “voluntário” na cidade de Neópolis, foi o início da apresentação de sucessivos eventos que só mostraram o grau de desrespeito dos políticos e dos dirigentes da segurança pública em relação aos Policiais.

Como já disse antes, a escala previa o início do serviço para 17 horas... Para um evento que só começou às 23 horas. E não para por aí. Logo que chegamos também fomos informados que a orientação era que nós fôssemos liberados apenas às oito horas do dia seguinte. Façam as contas: cinco da tarde até as oito da manhã. Isso mesmo. 15 horas de serviço ininterrupto. E se adicionar duas horas de viagem que é o tempo que o microônibus levou de Aracaju a Neópolis, completaria cerca de 18 horas ininterruptas. Por isso que é essencial, urgente, lutarmos pela definição da nossa carga horária. Será que tal anomalia aconteceria se a tivéssemos? Será que o Estado faria isso se tivesse que pagar pela hora adicional do profissional militar? Com certeza não.

É... Mas o grau de desrespeito para com os policiais militares não se resume à carga horária. Ao chegarmos ao local flagramos a comida que seria destinada para o lanche dos policiais militares no chão, com baratas passando tranquilamente, conforme foto que segue em anexo. Como se não bastasse não havia banheiro para as policiais femininas, pois a porta do banheiro feminino estava trancada e ninguém sabia onde estava a chave. O banheiro masculino também estava deplorável, não servia nem para vira-lata usar. O descaso para com os militares não parou por aí. Não havia nem água.

Contudo, em meio ao caos houve um acontecimento inesperado e que achei por bem divulgar para servir de exemplo... Em nove anos de polícia militar, pela primeira vez vi um oficial se impor contra o desrespeito e descaso com os valorosos policiais militares, o capitão CAVALCANTE alertou à organização que se os itens básicos comida e água não fossem liberados que retiraria os policiais militares do evento. Uma secretária cara-de-pau do prefeito megalomaníaco que acha que a sua família é dona de Neópolis falou: “É o primeiro dia, amanhã a gente resolve”. Pode? O oficial numa postura digna de aplausos disse: “amanhã é outro dia, quero a solução pra hoje.” Pois... Como seria bom se tivéssemos na popó pelo menos mais quatro oficiais com essa postura, já que a maioria só sabe babar o ovo dos políticos e não estão nem aí para o bem estar da tropa. Parabéns Capitão Cavalcante, tive orgulho de trabalho sob o seu comando.

Companheiros vamos nos unir para convencer a sociedade civil de que é inadmissível ter um profissional de segurança pública sem carga horária definida. Essa é a nossa luta. Vamos seguir em frente, unidos ombro a ombro com a ajuda de Deus. Não é sonho. É palpável... É possível!

Fonte: Faxaju (Munir Darrage)

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito bem Policial, no rasgadinho ocorreu que o PM entrou de serviço as 19 horas e saiu às 4 horas da manhã do outro dia, ou seja, mais de 9 horas.