sábado, 12 de março de 2011

PMs RECLAMAM DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO.

CARNAVAL / NEÓPOLIS

Foto: Divulgação

A falta de definição de carga horária dos policiais militares de Sergipe gerou reclamação entre alguns PMs escalados pata trabalhar durante o carnaval, no município de Neópolis. Mas, além da jornada de trabalho excessiva, os policiais escalados para a sexta-feira ainda se deparam com a falta de condições nas instalações e alimentação de qualidade duvidosa. Esses foram alguns dos problemas denunciados por militares que trabalharam no município.

Segundo um soldado, que preferiu não se identificar, os policiais militares listados na escala extra se apresentaram concentro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP) às17 horas da sexta-feira, de onde partiram, numa viagem de duas horas, para a cidade, onde o evento iniciaria às 23h. “Logo que chegamos também fomos informados que a orientação era que fôssemos liberados apenas às 8 horas do dia seguinte. Ou seja, teríamos 15 horas de serviço ininterrupto”, relatou o policial.

O militar acrescentou que, por esses e outros fatores, é essencial e urgente a definição da carga horária dos militares. “ Será que tal anomalia aconteceria se a tivéssemos? Será que o Estado faria isso se tivesse que pagar pela hora adicional do profissional militar? Com certeza não”, afirmou.

Mas, segundo o soldado, este foi apenas o início de sucessivos eventos que mostraram desrespeito com a categoria. Ele contou que ao chegarem ao local flagraram a comida que seria destinada para ao lanche dos militares acondicionada em uma caixa colocada no chão. O policial relatou que tranquilamente baratas passavam por cima do alimento. “Como se não bastasse, não havia banheiro para as policiais femininas, pois a porta do banheiro feminino estava trancada e ninguém sabia onde estava a chave. O banheiro masculino também estava deplorável”, contou.

No entanto, o militar disse que em meio a essa situação, o capitão Cavalcante, oficial que comandava o trabalho dos policiais, alertou à organização que se os itens básicos como comida e água não fossem liberados os militares seriam retirados do evento. “Em nove anos de Polícia Militar, pela primeira vez vi um oficial se impor contra o desrespeito e descaso com os policiais militares”, disse.

Falta de respeito

O gestor da Associação Beneficente dos Servidores Militares de Sergipe (ABSMSE), sargento Jorge Vieira, disse que embora até a tarde de ontem a entidade não tivesse recebido nenhuma denúncia formal da situação vivenciada pelos militares que estiveram de serviço no município de Neópolis, ela já tinha conhecimento do problema. Sargento Vieira classificou como uma falta de respeito ao profissional de segurança pública o que passaram os militares escalados para o serviço, tanto no que se refere à carga horária excessiva, falta de condições nos alojamentos e a qualidade da alimentação fornecida.

Com relação à jornada de trabalho excessiva, sargento Vieira disse que este é um problema que só será solucionado a partir da definição, por parte do governo do Estado, da craga horária dos policiais e bombeiros militares. “Cabe ao governador tomar uma decisão definindo a carga horária dos militares. E esperamos que isso seja resolvido o mais rápido possível”, frisou.
Condições precárias

Procurado pela reportagem do JORNAL DA CIDADE, o assessor de Comunicação da Polícia Militar, coronel João Henrique Brás, disse que é preciso que as reclamações feitas pelos policiais cheguem formalmente ao comando, para que sejam tomadas providências para corrigi-las e as condições sejam melhoradas. No entanto, ele reconheceu que há problemas estruturais no prédio da Companhia da PM em Neópolis. Ele disse que algumas vezes o policial pode encontrar instalações que não estejam de acordo, mas a PM está trabalhando para oferecer o que há de melhor para os militares.

Por conta disso, informou, em breve a Companhia de Neópolis será mudada para outro prédio, onde até o final do mês será iniciada a reforma. “Conseguimos um prédio bom, que precisa apenas de algumas reformas”, disse acrescentando que “essa obra faz parte do pacote de ações da Polícia Militar para melhorar as instalações, a exemplo da Companhia de Carmópolis e Batalhão de Propriá, que também serão reformados, disse.

Quanto à alimentação, o coronel Brás acrescentou que nas grandes festas que a Polícia Militar participa a alimentação a alimentação é patrocinada por quem deu causa ao evento. No entanto, neste caso ele não sabia informar que estava responsável pelo fornecimento. “Mas é preciso saber o que aconteceu para que possamos tomar providências”, ressaltou.

No que se refere à jornada trabalhada pelos militares escalados, o assessor de Comunicação informou que a carga horária definida como padrão na PM hoje é a de 24 horas de serviço por 72 horas de descanso. No caso de eventos, essa carga horária fica um pouco diferenciada. No entanto, coronel Brás disse que quando ultrapassa o horário, o policial recebe uma gratificação para compensar isso.

Fonte: Jornal da Cidade

2 comentários:

Anônimo disse...

Queria que o Coronel explicasse também onde está essa tal gratificação que compensa "isso".

Cb Saint-Clair disse...

Com todo respeito corónel nós não queremos recompensa o que nós queremos é no minimo respeito,dignidade e uma escala justa para que possamos ter direito a nos divertimos com as nossas familias nessas festas onde todos tem o direito menos nos policiais e bombeiros militares.