terça-feira, 15 de março de 2011

SECRETARIO DE SEGURANÇA PÚBLICA NEGA QUE HAJA PLANO PARA MATAR FLORO.

Uma entrevista concedida por Floro Calheiros a um jornal semanal de Aracaju, onde declarou que há um plano para matá-lo, fez com que o secretário de segurança publica, João Ely, reunisse a imprensa para esclarecer os fatos.

No inicio da tarde desta segunda-feira (14), João Eloy, negou a presença em Sergipe do foragido da Justiça Floro Calheiros. O secretário rebateu também a acusação de que a SSP tem interesse na execução do procurado e negou qualquer tipo de ação que não o que determina a justiça.

A informação publicada no semanário diz que Floro esteve em Aracaju durante o Carnaval para conceder uma entrevista em que narrou sua versão dos fatos que se arrastam desde 2007. Calheiros é incriminado pelo atentado de agosto do ano passado contra o desembargador Luis Mendonça, na Avenida Beira mar, em Aracaju. Nesse atentado o cabo da Polícia Militar, Jailton Batista Pereira, de 41 anos, foi gravemente ferido com um tiro na cabeça que o deixou por muito tempo em estado vegetativo.
Ainda na entrevista, Floro Calheiros disse que foi vítima de uma emboscada na cidade de Divisa Alegre (MG), em junho de 2010, e que o delegado do Cope, Cristiano Barreto, teria deflagrado vários tiros contra o veículo em que viajava.

O secretário João Eloy foi categórico ao afirmar que não mudará os planos de captura de Floro Calheiros incriminado de vários crimes. Quanto à emboscada em Minas Gerais, João Eloy explicou que se tratou de um cumprimento de mandado de prisão e que os tiros foram disparados para o alto.

Veja o que diz a nota publicada pela SSP:

Nesta segunda-feira, dia 14, na sala de reunião do gabinete da Secretaria de Segurança Pública, o secretário da Segurança Pública, João Eloy de Menezes, acompanhado pelo diretor do Subsistema de Inteligência em Segurança Pública (Sisp), delegado Cristiano Barreto, e do secretário-adjunto, delegado João Batista, rebateu as denúncias de que a polícia sergipana não quer prender Floro Calheiros, e sim matá-lo.

Na edição 1457 do Cinform desta semana, o foragido da Justiça sergipana apresentou sua versão para a tentativa da Polícia Civil de Sergipe em prendê-lo no município de Divisa Alegre (MG), em 8 de junho de 2010, e sobre a autoria de outros crimes que lhe são imputados, a exemplo do atentado contra o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE/SE), desembargador Luiz Mendonça. O secretário João Eloy iniciou a entrevista afirmando a intenção principal para a SSP de Sergipe.

“Em nenhum momento nós queremos ver Floro morto, ao contrário, nossa missão é garantir a vida de qualquer foragido”. O secretário rebateu as acusações de que policiais sergipanos foram a Divisa Alegre para matá-lo. “Esses policiais estavam em missão oficial da Secretaria de Segurança Pública com o único objetivo de prendê-lo, mas foram recebidos a tiros e apenas reagiram a ação do foragido”, esclarece.

João Eloy reafirmou que Floro Calheiros não passou o Carnaval em Sergipe e que suas declarações à imprensa não vão intimidar a polícia. “Nós vamos cumprir esse mandado de prisão”, reiterou o secretário. Sobre a entrevista de Floro, o secretário destacou que ela não trouxe dados novos para a polícia e que não acrescentou nada as investigações. No entanto, o secretário-adjunto da SSP, delegado João Batista, vê em uma das declarações de Floro ao Cinform uma confissão de que fora ele o autor intelectual do atentado contra o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE/SE), desembargador Luiz Mendonça.

“Ele afirma, textualmente, que estava com Billy e que disparou vários tiros contra policiais sergipanos em Minas Gerais. Só que Billy já foi preso acusado de ser um dos pistoleiros que dispararam mais de 30 tiros contra Luiz Mendonça. O jornal certamente será utilizado como prova no Júri”, avaliou Batista.

O secretário ressalta que “é preciso esclarecer que a SSP não tem nada contra Floro e nem contra nenhum outro foragido. A missão da SSP é prender pessoas foragidas da Justiça e entregar ao Judiciário para que possam ser julgadas”. Sobre a declaração de Floro de que o atual secretário João Eloy salvou sua vida quando ele esteve preso na 1ª Delegacia Metropolitana, o secretário vê nessa afirmação uma contradição. “Se ele diz que o salvei porque agora mandaria matá-lo. Afirmo que se ele quiser se apresentar ele terá as garantias de vida e de segurança. Essa decisão sábia vai economizar recursos públicos e é a mais sensata, sobretudo para ele”.

Perseguição – Em um trecho da matéria, o foragido cita que concluiu que a troca de tiros em Minas Gerais foi feita com a polícia de Sergipe porque conheceu de longe o delegado Cristiano Barreto. “A estratégia da polícia é não recuar um milímetro até que todos os foragidos da Justiça estejam presos. Nossa estratégia é sempre cumprir todos os mandados de prisão seja contra quem for”, disse Cristiano Barreto.

Durante coletiva à imprensa, um dos quatro advogados de Floro Calheiros, Fernando Diniz, cujo escritório é em Recife (PE) entrou no gabinete da SSP para acompanhar a entrevista do secretário. Ao perceber a situação, João Eloy convidou o advogado a se retirar de sua sala e enfatizou que ele não foi convidado a participar da coletiva e que ele deve se ater ao processo e não a dinâmica do trabalho policial.

Fonte: Faxaju (Munir Darrage)

2 comentários:

e-Sergipe disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
e-Sergipe disse...

Confiram o vídeo da coletiva:
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http://e-sergipe.com/2011/03/14/joao-eloy-presta-esclarecimentos-sobre-entrevista-de-floro-calheiros-ao-cinform/