sexta-feira, 15 de abril de 2011

CAPITÃO SAMUEL FALA DE POLÍCIA, POLÍTICA, PARLAMENTO E DE FLORO CALHEIROS NO BATALHA NA TV.

Na tarde de ontem (13), o deputado estadual Capitão Samuel (PSL), concedeu entrevista ao jornalista Carlos Batalha em seu programa diário na TV Cidade. Na ocasião Batalha perguntou sobre os primeiros 60 dias de parlamento ao deputado e como ele está se sentindo agora que sabe das dificuldades de ser um deputado. “É difícil, mas você tem que buscar, por que quando você está num processo eleitoral, conversa com muitas pessoas, você passa a fazer parte dos sonhos de algumas pessoas, do desejo daquelas pessoas e você tenta realizar, o que eu não posso e deixar de tentar, e pelo viés da legislação é muito difícil por que o parlamentar não pode propor algumas coisas, mas a gente tenta procurar outros caminhos para se chegar aquilo que você conversou com as pessoas, que você se propôs fazer pelas pessoas, e eu estou pensado dessa forma, tudo aquilo que eu puder fazer e que prometi em conversas com a categoria militar, os conselhos de segurança pública, as pessoas do povo, as pessoas do interior, da minha terra Malhador, eu vou tentar fazer, dentro daquilo que um deputado pode fazer, explicando para as pessoas aquilo que nós podemos fazer e o que não puder vou falar também, o que eu não posso e deixar de conversar com as elas, deixar de falar com as pessoas”, disse Samuel Barreto.

Caso soldado Ediana

Batalha fez alguns questionamentos ao deputado sobre os problemas ainda vividos na Polícia Militar e citou o exemplo da soldado Ediana que foi punida por um superior hierárquico na corporação por que se deslocou do posto de trabalho até a sua residência que ficava na mesma rua para fazer as necessidades fisiológicas já que no local de trabalho não tinha banheiro destinado às mulheres. O Capitão Samuel falou das indicações que já fez através de requerimento na Assembleia Legislativa e que inclusive já foram aprovadas em unanimidade pelos parlamentares da Casa, disse que a maioria delas é referentes à categoria militar sergipana, e que nessas indicações é proposto mudança de estrutura, mudanças na organização das instituições Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado, além de utilizar a tribuna para falar das necessidades de cada instituição. O deputado afirmou que esta tem sido uma prática constante na vida dele como parlamentar.

No caso específico da soldado Ediana, o deputado afirmou que esteve presente no dia do fato no posto de trabalho, acompanhado do sargento Jorge Vieira. “Tentamos entrar em contato com o Comandante Geral da Polícia Militar, coronel Resende e infelizmente não fomos ouvidos mas, o flagrante foi relaxado de imediato”, afirmou Samuel Barreto.

O capitão Samuel esclareceu também que a ficha da policial militar não ficou suja por conta do entendimento do Promotor Jarbas Adelino, o qual o deputado parabenizou a atitude que além de concordar com o relaxamento de flagrante ele não denunciou o flagrante e sim mandou que se instaurasse um inquérito militar para saber o que tinha acontecido, por que nem ele mesmo entendeu o motivo de todo o acontecimento.

Associações Militares

Na oportunidade o parlamentar informou ainda que na próxima segunda-feira (18), acontecerá uma reunião com o secretário da subscretaria de assuntos sindicais e da mesa de negociação, Chico Buchinho, juntamente com as associações militares para tratarem de assuntos pertinentes a categoria militar.

Boatos

Indagado pelo apresentador sobre algumas notas jornalísticas que falam de uma possível rivalidade entre os deputados Capitão Samuel e Gilmar Carvalho, Samuel foi tranquilo em afirmar que a parte dele ele está fazendo e cabe a família militar e a sociedade sergipana avaliarem a atuação dele no parlamento. Disse também que se todos os deputados resolverem comprar a briga da família militar será ótimo para categoria que ao invés de um terá 24 deputados em favor da categoria e será muito mais rápido os trâmites junto ao Governo do Estado para a aprovação de alguns projetos específicos da categoria. “Espero que os deputados que realmente venham a brigar pelas causas da família militar, venham defender falando, aonde puder falar e venha defender trabalhando e arriscando também a sua situação, por que o que eu falo na Assembleia, nos meios de comunicação pode ter certeza que as ações são iguais, eu quero que mais gente venha e acrescente para a família militar”, afirmou o deputado Samuel.

Convite para integrar o PSD

O jornalista Carlos Batalha perguntou ao deputado capitão Samuel se ele foi convidado a fazer parte do Partido Social Democrata – PSD, pelo governador Marcelo Déda. O parlamentar deixou claro que além de não ter sido convidado pelo governador a integrar o PSD, que ele está satisfeito com o seu atual partido, o PSL – Partido Social Liberal, juntamente com Mudinho (PSL), que também não pretende sair do PSL. Os dois parlamentares pretendem ficar e estruturar o partido, Samuel afirmou que eles são gratos ao apoio que tiveram dos irmãos Amorim, Edvan e do Senador Eduardo Amorim e enfatizou que o partido também faz parte da bancada do governador e que nessa celeuma existente ele continua trabalhando e fazendo o seu papel por que ele foi eleito para fazer isso. ‘O grupo do governador Marcelo Déda, tem um candidato forte a governador que não é o governador Marcelo Déda por que ela não pode mais concorrer nas próximas eleições e o candidato mais forte é o Senador Eduardo Amorim e eu continuarei fazendo parte desse grupo. Se lá na frente for dividir essa bancada escolhendo um outro candidato a governador, de outro partido, não tem problema, nós temos lado e vamos seguir esse lado que eu creio que é o lado que a população sergipana está falando nas ruas”, afirmou o capitão Samuel.

Floro Calheiros e Leonardo Pareja: a comparação

Quando questionado sobre as críticas que ele fez a parte da imprensa sobre a morte de Floro Calheiros, o deputado estadual capitão Samuel, foi claro e reafirmou que não pode existir uma inversão de papéis de bandido e herói e exemplificou um caso em existiu essa inversão de papéis, que foi o caso Leonardo Pareja, um bandido brasileiro que desafiou a polícia, apavorou a sociedade e ainda teve sua história transformada em documentário. “Sabe quantas pessoas foram incentivadas a prática do crime por causa daquela cobertura que foi dada ao bandido, por que ele fugia da polícia e as pessoas achavam engraçado, fugia da polícia da Bahia e as pessoas achavam engraçado, depois no filme ele tocando violão parecia que ele era herói. E a sociedade tem que refletir sobre isso e os meios de comunicação também, por que quando você torna herói o bandido, saiba que vai sobrar para cada um que está em casa. Não tenho nada contra Floro, contra a família dele, não conheço o processo, mas o fato que me chamou a atenção foi: como é que alguém foge da polícia por que a justiça mandou prender e quem tem que cumprir é a polícia, a polícia vai cumprir a pessoa foge num primeiro momento, depois toda a polícia sabe da fuga, ele continua fugindo, passa uma barreira policial e algumas pessoas ainda questiona o papel da polícia?”, questiona o capitão.

Samuel disse que atuou como policial militar durante 20 anos e que na situação dos policiais que trocaram tiros com Floro Calheiros faria a mesma coisa. E afirma que o Estado tem que ser preservado, por que é o Estado que mantém a sociedade coletivamente convivendo, é o Estado que tem que ter força, por que se tirar a força do Estado e deixar cada um agir individualmente como quiser, o Estado vira um caos.

A preocupação do parlamentar é com as pessoas que não estão preparadas psicologicamente para ouvir pessoas defendendo um bandido, como crianças, adolescentes que podem querer seguir o mau exemplo. O parlamentar disse que a imprensa deve ter o cuidado de passar o fato para a sociedade e não inverter os papéis em nenhum momento para não prejudicar a sociedade formando opiniões equivocadas.

Fonte: Chris Brota (Assessora Parlamentar)

2 comentários:

Anônimo disse...

Porque o Dep. Cap. Samuel vive agarrado ao Sgt Vieira e faz tudo junto com ele ou seja privilegiando apenas uma Associação e nem é a que ele foi durante tanto tempo presidente.

Anônimo disse...

Acredito que ele não é o deputado da "família militar" e sim da ABSMSE.
Que pena, abandounou as outras!!!!