sexta-feira, 15 de abril de 2011

CORPO DE BOMBEIROS DE SERGIPE INVOLUI.

A relação entre praças e oficiais do Corpo de Bombeiros de Sergipe está bastante abalada depois de uma decisão de um oficial de alta patente do CBM de promover a segregação entre praças e oficias no refeitório do QCG/BM, sede do comando, e onde também funciona o 1º GBM/1º SGBM, principal grupamento de Bombeiros do Estado.

Esse segregamento dito legal, baseado nos decretos ditatoriais dos anos de chumbo, e que ainda regulam o Exército Brasileiro,( e que ainda é erradamente aplicado às forças militares estaduais) já foi bastante utilizado por mentes doentias do Oficialato para o usufruto próprio e para a promoção da degradação da autoestima da tropa. Enquanto o Oficial se empanturrava com o filé do frango, para os praças restavam os pés, o pescoço, a cabeça e as asas. Mas parecia que esta etapa da nossa instituição havia ficado realmente no passado.

Ainda no passado, mas em um passado não tão distante quanto aquele, existiam, no Quartel Central do Corpo de Bombeiros, dois refeitórios. Um destinado somente aos oficiais, e outro destinado aos praças. Mas percebendo que o refeitório dos oficias sempre permanecia vazio, porque os oficiais que tiravam serviço nessa unidade “teimavam” em fazer suas refeições junto aos praças, um dos refeitórios foi desativado e daquele momento até semana passada todos faziam suas refeições em confraternização, sem destinção de lugar à mesa e sem diferenciação na alimentação.

Para se ter uma ideia do tamanho da cooperação entre os elementos dessa corporação, para o bom funcionamento do serviço, existia apenas uma importante regra: enquanto as guarnições operacionais,(constituidas quase que totalmente por praças) não tivessem feito suas refeições, a alimentação não estaria liberada para outros, seja oficial ou praça.

Mas, infelizmente, na contra mão das diretrizes trabalhadas nos eventos institucionais promovidos pelo comando da instituição, as quais teriam por finalidade promover a aproximação cada vez maior entre os integrantes do corpo de bombeiros, seja ele oficial ou praça, essa atitude o oficial de alta patente do CBM re-plantou a sementinha do mal no coração dos militares do CBM/SE.

O que se espera agora é que o Cmt. BM Cel. Nailson Santos leve às luzes o seu subordinado e retome a frágil fraternidade no seio dessa belíssima corporação.

Fonte: E-mail enviado por um praça do Corpo de Bombeiros

Um comentário:

Anônimo disse...

Atitude bastante retrógrada ao meu ver, porém dentro da legalidade do regulamento. Infelizmente alguns refrescam à memória fragmentos de um regimento ultrapassado e obsoleto. Entendo que não é digno às praças reclamarem o fato de não se alimentarem mais juntos aos oficiais, entendo sim, que é obrigação do oficialato subalterno, intermediário e principalmente superior forçar o fim desta pseudo segregação.