terça-feira, 12 de abril de 2011

"A INVERSÃO DE PAPEIS É PREOCUPANTE", DIZ DEPUTADO CAPITÃO SAMUEL.

O deputado estadual Capitão Samuel (PSL) fez pronunciamento durante o pequeno expediente da sessão da Assembleia Legislativa de Sergipe desta terça-feira, dia 12, para demonstrar sua preocupação com a forma como alguns meios de comunicação têm repercutido o episódio que resultou com na morte do agiota e foragido da Justiça sergipana, Floro Calheiros. O fugitivo foi morto na manhã do último domingo, dia 10, em confronto com a polícia, depois de ter passado pelo bloqueio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no município de Barreiras, no Estado da Bahia.

Capitão Samuel revelou que está preocupado com o que tem visto em alguns meios de comunicação no que se refere ao caso da morte de Floro, numa forma de abordagem que ele disse não ter compreendido. O deputado disse que pode haver pensamentos divergentes, pois cada um tem direito de ter sua opinião. Mas, para ele, o que não pode é inverter o papel da Justiça e da polícia para o bandido.

“E o que eu estou ouvindo todos os dias e tem me causado preocupação é quando quem erra passa a ser certo e quem vai defender a sociedade passa a ser errado. Está tudo invertido”, declarou. Ele disse que a preocupação que tem quando se passam as coisas da forma como vem sendo feito é que se dê a impressão de que fazer coisas erradas vale a pena.

O deputado Capitão Samuel disse que no caso do massacre na escola municipal do Rio de Janeiro, na semana passada, quando 13 adolescentes foram assassinados por um atirador e vários outros alunos ficaram feridos, a imprensa teve um papel importante, pois colocou quem era herói foi mostrado como tal. Ele destacou a importância de a mídia ter mostrado que o massacre só não foi maior porque um menino saiu correndo e encontrou um policial militar na rua.

“Por isso nós defendemos muito o policiamento ostensivo preventivo. Porque se por acaso aquele policial militar não estivesse ali na rua e ele não chegasse muitas outras crianças poderiam ter sido mortas”, disse. Capitão Samuel ressaltou que a imprensa do Rio colocou o herói na condição correta. O deputado disse que as causas que levaram aquela pessoa a cometer aquele crime são diversas, os erros que o estado cometeu para que ele chegasse a cometer aquele desatino são vários e aí há uma discussão, mas, para ele, no que não se pode é inverter os papéis.

O parlamentar disse ainda que em qualquer parte do mundo se houver uma blitz e alguma pessoa não obedecer os policiais, enfrentá-los e tentar ultrapassá-la a polícia não pode recuar. “E aí quando isso acontece quem escolheu aquele caminho não foram os policiais. E quem escolheu esse caminho tem que estar consciente das consequências disso. Ou então não vamos mais fazer blitze, ninguém vai mais atrás de bandido, nem vai mais defender a sociedade”, disse, acrescentando que essa inversão de valores é uma preocupação sua.

Fonte: Alese

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